Menino de 12 anos morto na Avenida Brasil será enterrado neste domingo em Inhaúma

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Leônidas Augusto da Silva de Oliveira, de 12 anos, morto por uma bala perdida na tarde de sexta-feira na Avenida Brasil, na altura da favela da Nova Holanda, em Bonsucesso, será enterrado neste domingo, às 14h, no Cemitério de Inhaúma. De acordo com o perfil oficial do Centro de Estudos e Ações Sociais da Maré (CEASM) no Facebook, o velório do menino começará ao meio-dia, na Capela São Thiago.

A página da instituição, onde a tia do adolescente, Leonice Oliveira, trabalha, lamentou a morte precoce de Leônidas, que participava das atividades educativas do espaço. Em um longo relato na rede social, a CEASM explicou que seus funcionários se preparavam para comemorar o Dia das Crianças, na segunda-feira, quando receberam a notícia de que Léo, apelido pelo qual o garoto era chamado na comunidade, havia sido baleado.

”Tudo mudou quando recebemos a terrível notícia: Léo, um menino de 12 anos, que frequentava a Biblioteca Elias José e participava das rodas de leituras no Museu (da Maré), havia sido baleado na Avenida Brasil, altura da passarela 9, quando estava indo com sua avó fazer compras em um supermercado”, relatou a página da instituição, que teve a publicação replicada no Instagram do Museu da Maré.

Leônidas, de 12 anos, frequentava a biblioteca do espaço voltado ações sociais da Maré Foto: Reprodução/Facebook

O texto ainda afirmou que as equipes da CEASM e do Museu da Maré ”estão arrasadas” e questionou a naturalização de mortes de crianças em comunidades:

”Léo foi levado para o Hospital Federal de Bonsucesso, submetido a uma cirurgia e internado no CTI. Algumas horas depois ele veio a falecer. Foi tudo muito rápido. Estamos todos arrasados. Léo era sobrinho da nossa amiga, companheira e irmã Leonice Oliveira, que faz parte da nossa equipe. Não temos palavras para consolar a ela e a sua família, que também é tão próxima de todos nós. Mais uma criança morta. Será que vamos aceitar a ideia de que ele estava no lugar errado na hora errada? Até quando vamos achar normal a morte de nossas crianças?”

Também no Facebook, a Subsecretaria de Estado de Vitimados informou que ofereceu atendimento psicológico e social para a família de Leônidas. Foi relatado ainda que equipe psicossocial, que acompanhou o caso no Hospital Federal de Bonsucesso, se colocou à disposição dos parentes do menino.

Moradores da Maré lamentam morte precoce e violenta

Nos comentários das publicações do Facebook e do Instagram, moradores da Maré lamentaram a morte precoce e violenta de Leônidas.

”Léo era aluno da nossa escola, Bartolomeu, e estamos todos consternados. Até quando continuaremos perdendo nossas crianças?”, questionou uma funcionária da Escola Municipal Bartolomeu Campos de Queirós, na Maré.

”Muito triste! Meus sentimentos e muita força à família nessa hora! Não podemos seguir enterrando nossas crianças! Eles deveriam viver mais do que a gente! Não é normal!”, escreveu um internauta.

”Até quando vamos perder nossas crianças? Nossos entes querido? Ver que nada vai ser feito? Sabemos que vai continuar impune… Só Deus pra consolar o coração dessa família”, lamentou outra usuária da rede social.

”Medo desse mundo… Ele agora tá guardadinho e protegido nos braços de Deus. Força!”, relatou uma seguidora da página da CEASM.

”É tudo muito próximo de nós. Vivemos numa constante guerra psicológica e física. Leonice Oliveira, sinta-se sinta-se abraçada. Você e toda a sua família”, comentou uma conhecida da família.

”É de cortar o coração ver nossas crianças perdendo a vida diariamente para essa violência estúpida que dilacera tantas famílias. Meus sentimentos a todos familiares e amigos que Deus, em sua infinita bondade, conforte vossos corações”, desabafou outra internauta.

”É inaceitável ver nossos jovens, crianças que serão futuro do mundo tendo suas vidas interrompidas por grande violência… Justiça seja feita!”, pediu uma seguidora.



Fonte: Fonte: Jornal Extra

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