Médico suspeito de matar mulher após procedimentos estéticos é preso

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A Delegacia do Consumidor (Decon) prendeu nesta quarta-feira, dia 16, o médico Antônio Santo Marchesan, suspeito de matar a esteticista Erika Cristina Santos Pereira, de 41 anos, após um procedimento estético. A mulher, que é ex-passista da Grande Rio, foi submetida a uma lipoaspiração e uma cirurgia nos seios dentro de sua casa, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O médico tem 34 anotações criminais, sendo três mortes, uma delas de uma criança. Conforme informações do delegado André Neves, titular da Decon, o médico teve seu registro cassado em 2008, mas continuou exercendo a profissão clandestinamente.

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Marchesan responde a mais de 20 procedimentos administrativos no Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), além de ter o CRM cassado desde 2008. Em nota, a Secretaria municipal de Saúde e Defesa Civil de Caxias informou que a paciente foi admitida em estado grave e que todas as manobras de ressuscitação foram realizadas, sem sucesso. Já o Cremerj, também em nota, reforça que Antônio Santo Marchesan não pode exercer a medicina por causa da cassação: “Qualquer atuação neste sentido é ilegal e deve ser investigada pela polícia”.

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A família de Erika já foi ouvida na Decon. Segundo os parentes da vítima, a intervenção estética ocorreu há cerca de duas semanas. De lá para cá, ela apresentou piora no estado de saúde. Na tarde de sábado, a esteticista teve queda do nível de consciência e foi levada pelo marido para a UPA Beira Mar, que fica ao lado do Hospital Municipal Dr Moacyr Rodrigues do Carmo (HMMRC), também em Duque de Caxias, mas não resistiu. Erika foi diagnosticada com choque séptico e teve uma parada cardiorrespiratória.

Erika tinha 41 anos Foto: Arquivo pessoal

Médico foi preso há três meses

Em setembro, o médico Antônio Santo Marchesan foi preso após a polícia fechar uma clínica de estética em Bonsucesso, Zona Norte do Rio. Segundo o delegado André Neves, o suspeito até então respondia em liberdade.

— Ele foi preso e colocado em liberdade pela Justiça. Agora, ele só não foi detido porque não houve flagrante. Até terminar as investigações, vou pedir a prisão dele. Pela morte da Erika, ele vai responder por homicídio e exercício irregular da profissão — explica o delegado.

As passagens pela polícia começaram em 2004. Além dos dois homicídios, Antonio tem anotações por falsidade ideológica, uso de medicamentos nocivos à saúde, lesão corporal e estelionato.

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Fonte: Fonte: Jornal Extra