Mãe faz homenagem para filha que teria sido envenenada pela madrasta e lembra dois meses da morte

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No dia em que a morte de Fernanda Carvalho Cabral completa dois meses, a mãe da estudante fez uma homenagem nas redes sociais. Jane Carvalho postou um vídeo ao lado da filha nesta sexta-feira (27): “Dois meses sem minha princess (princesa, em inglês)“. Na publicação, a mãe também cita outras datas ligadas ao dia 27, como o próprio aniversário, em 27 de agosto, e o aniversário de Bruno, seu outro filho, em 27 de setembro. Nesta quinta-feira (26), foi realizada a exumação do corpo de Fernanda. O prazo para o laudo estar pronto é de 20 dias.

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De acordo com o delegado da 33ª DP (Realengo), Flávio Rodrigues, a perícia será realizada por pesquisa de fauna cadavérica. Ainda há possibilidade de ter substância no material coletado do corpo (unha, ossos e cabelo), mas a análise do cadáver e o exame de fauna cadavérica, segundo explicou Flávio Rodrigues, serão mais precisos.

— Esperamos encontrar elementos que comprovem a substância química que foi usada no suposto envenenamento. A fauna cadavérica nos mostra os insetos que estão se alimentando do cadáver em decomposição, dando uma análise mais precisa — disse o delegado.

Com a exumação do corpo, a polícia vai poder analisar se Fernanda foi envenenada ou se morreu de causas naturais como se acreditava até a última semana. Fernanda era enteada de Cíntia Mariano Dias, que também é acusada de envenenar Bruno, seu outro enteado.

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Detida em Benfica desde sexta-feira (20) para o cumprimento do pedido de prisão preventiva, Cíntia continua presa. Ela passou na tarde deste domingo (22) por uma audiência de custódia. De acordo com investigações da 33ª DP (Realengo), Bruno deu entrada, em 15 de maio, no Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, com tonteira, língua enrolada, babando e com coloração da pele branca após comer um prato de feijão feito e servido pela madrasta, que mantinha um relacionamento conjugal com seu pai há cerca de seis anos. A irmã já havia sentido sintomas semelhantes após outra refeição e morrido em 27 de março, 12 dias após ser internada no hospital.

Madrasta desejou boa recuperação a enteada quando jovem estava internada. Reprodução

Segundo Bruno, que já teve alta do hospital, a madrasta sempre fazia de tudo para que o pai brigasse com ele. A família mora em Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio. Inicialmente, o caso foi tido como causa natural, mas agora o suposto homicídio da jovem está sendo apurado em outro inquérito da 33ª DP. A polícia crê que Cíntia agiu por ciúmes.

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Segundo os depoimentos, durante o almoço (em que foram servidos ainda arroz, bife e batata frita), estavam presentes o casal e os dois estudantes, além de uma filha de outro casamento do pai dos jovens e dois filhos e uma neta da madrasta. Na ocasião, o rapaz reclamou que o feijão estava com gosto amargo e o colocou no canto do prato. A madrasta, então, levou o prato de volta para a cozinha e colocou mais comida. Após a refeição, o estudante foi deixado na casa da mãe, que minutos depois ligou para o ex-marido contando sobre os sintomas.

Cíntia Mariano Dias Cabral teve a prisão decretada
Cíntia Mariano Dias Cabral teve a prisão decretada Foto: Divulgação

Jane conta ainda que no segundo dia de internação de Fernanda, ela questionou Adeilson se a filha não teria sido envenenada, mas ele negou e pediu “pelo amor de Deus” para ela não dizer isso. A mãe diz ainda que chegou até a falar com o médico sobre essa possibilidade, perguntou também se tinham feito exame toxicológico. Mas, segundo uma explicação dada no Hospital municipal Albert Schweitzer a ela, já era o terceiro dia e não adiantaria mais fazer esse exame.

— Já era o coração de mãe falando mesmo. Devido à parada cardíaca, ela teve uma lesão no cérebro e foi isso que causou a morte, porque os órgãos foram parando. Ninguém descobriu. Chegou ao óbito, essa tristeza toda, e a gente em hipótese alguma imaginava o que tinha acontecido. Até, exatamente dois meses após, o Bruno passar mal — disse a mãe, ainda abalada, em depoimento ao EXTRA.

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Uma profissional da equipe médica do Albert Schweitzer que prefere não se identificar, recorda que Fernanda chegou à unidade já desacordada e que os pais e a madrasta iam visitá-la todos os dias. Ela conta que todos no hospital ficaram surpresos quando Cíntia foi presa:

— Quando Fernanda estava internada ela parecia muito preocupada com seu estado de saúde. Hoje sei que a preocupação dela era medo de que Fernanda acordasse e contasse o que ela tinha feito — revela.

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Fonte: Fonte: Jornal Extra