Mãe de professor de filosofia espancado próximo ao Passeio Público

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Maria Luíza Cavalheiro, mãe do professor de filosofia Aguinaldo Cavalheiro de Almeida, não está conseguindo dormir direito desde o dia em que o filho foi espancado. Guiga, como é conhecido pelos alunos, apanhou próximo ao Passeio Público, no Centro de Curitiba, no dia 13 de março de 2022. A bicicleta, celular e um cartão de banco de Aguinaldo sumiram. O docente conseguiu pedir ajuda próximo do local do espancamento.

Aguinaldo Cavalheiro de Almeida é professor do Instituto de Educação do Paraná e a mãe Maria Luíza Cavalheiro.
Foto: Reprodução.

Maria conta para a reportagem da Banda B que há possibilidade da agressão ter acontecido em um assalto. A mãe, que mora em Dourados no Mato Grosso e está na cidade para acompanhara recuperação do filho, diz que a preocupação é constante constante com a saúde de Guiga.

“Está difícil, difícil demais. Estou passando por dias tensos, pesados. Não consigo dormir direito. Ontem, não dormi nada. Ele foi assaltado por volta das 14h, perto do shopping. Eles levaram a mochila, material escolar, celular, cartão de banco e a bicicleta”, disse para a reportagem.

Um suspeita da mãe é que os criminosos queriam levar a bicicleta que era o xodó do professor do  Instituto de Educação do Paraná. “Ninguém sabe o que fizeram com ele, só que estavam em três. Aquela bicicleta dele ninguém tinha igual. A bicicleta era o amor da vida dela. Ele usava pra tudo, ela dobrava, inclusive”, comentou.

Sobre o estado de saúde, Guiga já saiu da UTI, mas permanece desacordado. “Ele permanece desacordado. Não mexe braço. O que eu peço é justiça, pois se não amanhã eles vão fazer com outras pessoas”, concluiu.

O professor tinha uma Dahon D3 Curve. Foto: Divulgação.

A agressão teria acontecido em um período de movimento de pessoas na região, a polícia acreditar na possibilidade de haver testemunhas, que poderiam contribuir com as investigações.

Quem presenciou a agressão e tiver informações, pode informar as autoridades de forma anônima. As denúncias podem ser feitas para a DRF, pelo telefone (41) 32186100.

Manifestação por justiça

Os alunos de Guiga se reuniram para um protesto em apoio ao docente e para reivindicar mais segurança na capital. O ato foi na manhã do dia 18 de março, em frente ao Instituto de Educação do Paraná.

Os alunos levantaram cartazes com letras, que formavam a frase: Força Guiga!
Foto: Djalma Malaquias/Banda B.

A adolescente Sofia Karina, de 17 anos, é aluna do 3º ano integral do Instituto e ajudou a mobilizar os estudantes, assim como outros professores da escola, para o ato. Ela falou para a reportagem da Banda B sobre o carinho de todos pelo professor e a indignação com o caso de violência que ele sofreu.

“Ele é muito querido da gente. Querendo ou não, comove muito essa questão do professor não ter tido segurança. Se um professor não tem segurança, o que os outros cidadãos não têm? Muitas pessoas já conheceram o professor Aguinaldo e ele é um dos professores que faz muita importância no colégio”,

disse a aluna.

Em nome dos alunos e professores da instituição de ensino, Sofia explicou que o objetivo do ato foi alertar sobre a necessidade de mais segurança para a população de Curitiba nas ruas.

“Isso acontece diariamente nessa cidade, por falta de segurança. A gente preza que cada um possa viver com segurança dentro de sua cidade. Queremos chamar a atenção da sociedade, para poder repudiar esse tipo de ato, e da polícia, para imobilizar esse tipo de pessoas, que fazem atos violentos contra as outras.”

“Amigo do coração”

Colega de profissão de Aguinaldo, o professor Francisco Manoel de Assis França participou da manifestação e expressou toda a indignação da classe dos educadores com o fato do final de semana.

O Aguinaldo é um amigo do coração, extremamente querido nessa escola. Foi um absurdo o que aconteceu com ele. Como um professor recebe uma agressão dessas? Ele está desacordado, em uma situação extremamente severa”, lamentou ele.

Imagens

Imagens registradas por câmeras de segurança na região mostram o professor pedalando momentos antes de ser espancado.

Polícia Civil

A PCPR segue investigando o caso e realizando diligências a fim de esclarecer o fato.





Fonte: Banda B