Justiça revoga prisão preventiva de suspeito de assassinar vítima no próprio aniversário em Curitiba

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O juiz Daniel R. Surdi de Avelar, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, revogou nesta quarta-feira (17) a prisão preventiva do homem acusado de matar Kaio Gomes dos Santos, de 25 anos. O crime ocorreu no dia 14 de abril do ano passado, data de aniversário da vítima, na portaria do prédio em que morava, no Centro de Curitiba. O suspeito estava foragido.

Reprodução EBC

O advogado Cláudio Dalledone Júnior, que defende o suspeito, afirmou em entrevista à Banda B que o acusado teve a prisão decretada tendo como base apenas a interpretação de imagens de câmeras de segurança do prédio onde o assassinato aconteceu. De acordo com um laudo de identificação facial apresentado pela polícia, o investigado é o atirador flagrado pelas câmeras.

“Ele acabou ficando esse tempo todo foragido, sendo caçado pela polícia apenas e tão somente por uma interpretação de uma imagem, sem nenhum apoio técnico pericial. Primeiro se prende, para depois tentar se descobrir se é ou não, de forma pericial, confirmada aquela suspeita. Isso é um grande erro”, disse Dalledone.

A defesa do suspeito, então, contratou um perito criminal para fazer a análise das imagens das câmeras e não haveria restado dúvidas de que o criminoso no vídeo não se trata do acusado. “Ele nos jurou inocência, para tanto disponibilizamos um perito criminal que fez todas as constatações de imagens, de pontos do rosto dele, fez toda uma perícia facial, corporal, comparando com o que se tinha de imagem e não restou dúvida. Tendo essa confirmação pericial, nós imediatamente entramos com o pedido de revogação da prisão preventiva”, afirmou o advogado de defesa.

Dalledone também rebateu informações da investigação que relacionaram o crime com o fato de que a vítima e o suspeito teriam sido presos juntos em 2019 por tráfico de drogas e que Santos foi colocado em liberdade pelo Poder Judiciário, enquanto o réu permaneceu preso. “Eles não foram presos juntos. Ele não estava lá, não é o assassino e não tem motivos para matar o Kaio”, concluiu.

Decisão

Na decisão, o juiz aceitou o pedido da defesa pela revogação da prisão e determinou que a Polícia Científica do Estado do Paraná tem prazo de 10 dias para submeter o investigado a novo exame de identificação facial, levando em conta as divergências do laudo apresentado no inquérito policial e o parecer apresentado pela defesa.

A prisão preventiva será substituída por medidas cautelares que incluem o comparecimento mensal em juízo, a proibição de contato com testemunhas ouvidas na investigação do caso e de sair da Comarca de Curitiba sem prévia autorização judicial.

O caso

Na época, Santos foi surpreendido pelo atirador na recepção do condomínio. A Polícia Civil acredita que o suspeito teria armado uma emboscada para a vítima, fazendo-o acreditar que se encontraria com uma mulher naquele dia. Ao abrir a porta, foi atingido por diversos disparos de pistola calibre 380.



Fonte: Banda B

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