Justiça determina prisão preventiva de acusados pela morte de Ana Campestrini em Curitiba

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A Justiça determinou nesta quarta-feira (21) que a prisão temporária de Wagner Cardeal Oganauskas e Marcos Antônio Ramon, acusados pela morte de Ana Paula Campestrini, seja convertida em prisão preventiva. A decisão é da juíza Mychelle Pacheco Cintra Standler, da 1.ª Vara Privativa do Tribunal do Júri de Curitiba.

Ana Paula Campestrini/ Reprodução Facebook

Na decisão, a juíza observa que há provas de materialidade e indícios de autoria do crime em relação aos acusados e argumenta que a prisão da dupla é necessária pela gravidade do episódio, provando a “periculosidade” de Wagner e Marcos.

“Denota-se que o acautelamento da ordem pública mostra-se necessário pela gravidade concreta do crime, eis que, de tudo que dos autos consta, o crime foi cometido em via pública, à luz do dia, com emprego de violência excessiva, visto que a vítima teria recebido diversos disparos de arma de fogo, suspostamente em razão de divergências de cunho patrimonial, sexual e familiar, demonstrando, com isso, a periculosidade dos agentes e o completo desrespeito à vida alheia”, disse a juíza.

Investigações

Ela destaca ainda que os réus, quando em liberdade, tentaram atrapalhar as investigações do caso. Além deles já terem demonstrado não possuir qualquer respeito aos órgãos judiciais e às autoridades, citando como exemplo uma intimidação a uma juíza que julgava outros processos envolvendo Ana Paula e seu ex-marido.

Testemunhas do caso estariam temendo por suas vidas e aceitaram falar apenas tendo seus dados preservados. “Há nos autos testemunhas sigilosas que temem por suas vidas e somente aceitaram a prestar depoimento sob a preservação de seus dados, de modo que a liberdade dos acusados pode influenciar na colheita de provas e, portanto, atrapalhar o deslinde do feito”, complementa a juíza em outro trecho do documento.

Em nota, a defesa dos acusados disse apenas que eles estão à disposição da Justiça. A reportagem da Banda B também entrou em contato com o advogado que representa a família de Ana Paula e aguarda o retorno.

O Crime

Na ocasião do crime, a vítima foi induzida a ir até um clube recreativo fazer a carteirinha para ter acesso aos treinos dos filhos na unidade. Depois que saiu foi perseguida pelo atirador até a entrada do condomínio onde morava, no bairro Santa Cândida, em Curitiba.

Chegando na residência, foi abordada pelo homem que a perseguiu em uma motocicleta. Quando Ana Paula abaixou o vidro do carro, o suspeito atirou aproximadamente 14 vezes contra ela.

O suspeito dos disparos é Marco Antonio Ramon, amigo do ex-marido de Ana, Wagner Cardeal Oganauskas, que seria o mandante do crime. Ambos estão presos desde o dia 24 de junho, menos de 48h depois do crime.





Fonte: Banda B