‘Hulkinho do tráfico’ e fornecedor são soltos após audiência de custódia, no DF

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RIO — O homem conhecido como ‘Hulkinho do tráfico’ foi solto após audiência de custódia realizada nesta quinta-feira no Distrito Federal. Jean Ferreira Leal, de 27 anos, foi preso em flagrante nesta terça-feira por policiais da 5ª DP (Área Central) por venda de drogas. Segundo investigação da Polícia Civil, Hulkinho comercializava cocaína e drogas sintéticas em encontros sexuais e festas.

Também na terça-feira, na mesma ação policial, um homem de 22 anos foi preso por tráfico de drogas. Segundo o delegado-chefe da 5ª DP, Gleyson Gomes Mascarenhas, ele era o fornecedor de Hulkinho. Os dois foram soltos nesta quinta-feira e terão de usar tornozeleira eletrônica.

— Esse tipo de comércio, de sexo juntamente com a venda casada de drogas, é muito comum aqui na região central de Brasília. A gente já fez várias prisões e esse pessoal geralmente se conhece. As investigações nesse sentido continuam, outras pessoas com certeza serão presas — disse o delegado.

De acordo com a polícia, as investigações duraram cerca de um mês e comprovaram que Hulkinho vendia drogas para clientes de alto poder aquisitivo, geralmente durante a realização dos programas sexuais, e em festas direcionadas ao público LGBTQIAP+.

As drogas também eram vendidas a outros garotos e garotas de programa e por meio de aplicativos de conversas e mensagens com local de entrega previamente acordado.

Hulkinho agia de forma muito semelhante à da ex-capa da Playboy Flávia Tamayo, conhecida como Pâmela Pantera, que também foi presa pela Polícia Civil do Distrito Federal (DF) em julho do ano passado.

A capa da Playboy portuguesa com Flavia Tamayo Foto: Reprodução do Facebook

Condenada a oito anos de prisão por tráfico de drogas e associação para o tráfico, Pâmela Pantera também tinha como público alvo clientes de alto poder aquisitivo, para quem vendia e distribuía drogas. De acordo com investigações da 5ª DP, antes de ser detida, havia pelo menos dois anos que a jovem se prostituía e traficava drogas num flat no Setor Hoteleiro Norte da capital federal.

Na época, as investigações apontaram que faziam parte de uma quadrilha com outras garotas de programa de luxo. No caso de Tamayo, cada programa regado a cocaína e haxixe saía por R$ 1 mil, o dobro do valor pago sem drogas.



Fonte: Fonte: Jornal Extra