Grupo de matadores da maior facção criminosa do Rio é suspeito de quatro assassinatos em Petrópolis

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Grupo de matadores da maior facção criminosa do Rio é suspeito de quatro assassinatos em Petrópolis

Um grupo de matadores da maior facção criminosa do Rio é suspeito de estar por trás de quatro assassinatos ocorridos no ano passado em Petrópolis, na Região Serrana do Rio. Nessa terça-feira, Luiz Alberto de Jesus Araújo, apontado como motorista da quadrilha, foi preso por policiais da 105ª DP (Petrópolis) no município. Os outros três criminosos – Sérgio Luis Izidio de Oliveira, Adriano Paulo da Conceição Santana e Bruno Jardim Quintanilha – estão foragidos.

O grupo teve a prisão decretada no inquérito que apurou a morte de um adolescente de 17 anos na noite de 18 de novembro do ano passado, na comunidade Chapa 4, no bairro Valparaíso, em Petrópolis. De acordo com as investigações, a vítima foi assassinada por causa de uma dívida que o antigo gerente do tráfico da localidade, identificado como Tigrão, possuía. O adolescente assumiu a função após o afastamento de Tigrão, que estava jurado de morte.

Ainda segundo as investigações, Sérgio, Adriano e Bruno foram até a comunidade na noite do crime, transportados por Luiz Alberto. O motorista permaneceu no carro enquanto o trio, acompanhado de um quarto homem ainda não identificado, esteve com o adolescente. O rapaz foi morto com um tiro na cabeça. Em seguida, os três acusados fugiram no veículo dirigido por Luiz Alberto.

O motorista da quadrilha, preso nesta terça-feira Foto: DivulgaçãoDois dias após o crime, policiais civis da 105ª DP se depararam com Luiz Alberto dirigindo o carro usado no crime pela Rua Coronel Veiga, em Petrópolis. O homem foi abordado e o veículo, apreendido. Em um primeiro depoimento, o motorista alegou para a polícia que no dia do crime havia sido rendido por homens armados e obrigado a levá-los até a comunidade.

Já em outro depoimento, Luiz Alberto acabou admitindo que transporta traficantes com habitualidade. Ele confessou ter levado Sérgio, Adriano, Bruno e um quarto homem à comunidade Chapa 4 no dia do crime, mas negou ter visto a vítima ser morta.

Ainda segundo informações da polícia, o grupo é suspeito de outros três homicídios também em Petrópolis em 2020, um deles em março e dois em novembro. As investigações revelaram que Sérgio, Adriano e Bruno são integrantes da maior facção criminosa do Rio e possuem incumbência, dentro da quadrilha, de assassinar rivais ou pessoas que estejam devendo dinheiro ao grupo.

A polícia tem informações de que o trio está escondido no Complexo da Penha, na Zona Oeste do Rio. Informações sobre o paradeiro dos criminosos podem ser repassadas ao Disque-Denúncia pelos números (21) 2253-1177 e (24) 99250-0697.

Luiz Alberto, Sérgio, Adriano e Bruno foram indiciados pela 105ª DP pelo crime de homicídio duplamente qualificado. Ambos já foram denunciados pelo Ministério Público estadual e tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça.

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