Ex-marido e mais três réus vão à júri popular por morte de gerente de banco em Curitiba

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A Justiça determinou que os quatro réus acusados pela morte da gerente bancária Tatiana Lorenzetti vão à júri popular, incluindo o ex-marido dela. O crime ocorreu em 28 de dezembro quando a vítima deixava uma agência da Caixa Econômica Federal, no bairro Capão Raso, em Curitiba. A data do júri ainda não foi definida.

Em janeiro deste ano, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) ofereceu denúncia contra o ex-marido da gerente, de 40 anos, e mais três pessoas. Os quatro, que estão presos preventivamente, respondem por feminicídio qualificado por motivo torpe.

Na denúncia oferecida pelo MP-PR, a promotora Roberta Franco Massa pediu a prisão de todos os envolvidos e avaliou que a conduta dos acusados foi “grave”.

Tatiana Lorenzetti foi morta com um tiro na cabeça – Foto: Reprodução

“A gravidade da conduta e a clara periculosidade dos investigados assumem tamanha monta quando apontado que o delito foi praticado em via pública, à luz do dia, tudo em troca de dinheiro! A frieza de todos os denunciados, ao valorarem a vida humana de maneira tão vil e mesquinha, demonstra que não podem e não devem estarem soltos, convivendo com pessoas como a vítima: mulher, mãe, trabalhadora, morta em pleno horário de almoço, em troca de uma promessa de R$25.000,00”, justificou.

O inquérito policial que investigava o caso foi encerrado em 8 de janeiro, quando Antônio Henrique dos Santos, o ex-marido da gerente, e outros três foram indiciados por feminicídio.

Segundo a Polícia Civil do Paraná, Santos seria o mandante do crime e teria o encomendado. Ainda, ele teria tentado tirar a vida de Tatiana por três anos. A delegada Vanessa Alice, da Delegacia da Mulher, afirmou à Banda B no dia 7 de janeiro que o ex-marido de Tatiana tentou matá-la duas vezes, porém não conseguiu. Na terceira, ele teria pago R$ 25 mil pelo crime, e conseguiu.

“Ele pagou R$ 25 mil para dividir entre os quatro acusados que estão presos, um valor ínfimo diante do valor de uma vida humana. Uma filha que ficou sem a mãe e uma família que ficou sem uma filha. Tudo para ficar com a guarda da criança e levar um seguro de vida”, afirmou a delegada Vanessa Alice.

Ainda de acordo com a delegada, Antônio teria planejado o crime por todo esse tempo e tentava simular um latrocínio. Em uma das tentativas, o acusado teria pago uma entrada de R$ 15 mil para o executor, mas ele foi preso antes de cometer o crime.

Relembre o caso

Tatiane Lorenzetti, de 40 anos, era gerente de uma agência da Caixa Econômica Federal e foi baleada na cabeça momentos depois de deixar o trabalho, no bairro Capão Raso, em Curitiba, no dia 28 de dezembro do ano passado.

A vítima, segundo apurou a Banda B à época, tinha uma medida protetiva contra o ex-marido, Antônio Henrique dos Santos. Ele teria negociado o crime pelo telefone, conforme revelou uma transcrição telefônica obtida pelo Ministério Público do Paraná.

A vítima foi morta após sair de uma agência bancária, no bairro Capão Raso, em Curitiba – Foto: Arquivo/Banda B

Inicialmente, a polícia suspeitava que o caso se tratava de um latrocínio (roubo seguido de morte), já que a bolsa da vítima foi levada pelo criminoso após o disparo de arma de fogo.

Momentos após fugir com um carro, ele foi morto em confronto com a Polícia Militar.





Fonte: Banda B