‘Espero que a justiça seja feita’

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“Esse indiciamento hoje me fez reviver o dia que eu soube que minha irmã tinha morrido”. Foi assim que Gabriella Lima, de 27 anos, definiu o momento em que recebeu a notícia de que dez pessoas foram apontadas pela polícia como responsáveis pela morte de Maria Fernanda, de 20 anos, eletrocutada durante um evento no Terreirão do Samba, em abril do ano passado. Depois de 19 meses, a família, enfim, respira aliviada com o avanço das investigações.

Segundo Gabriella, depois de tantos meses de um inquérito que corria em sigilo, os indiciamentos trouxeram o que ela chamou de “satisfação”, além da esperança de que a morte de Maria Fernanda não ficará impune.

— Já me peguntaram se o indiciamento conforta. Não conforta, porque eu preferia nada disso tivesse acontecido. A palavra que eu usaria é satisfação, porque é uma investigação que a gente achava que não estava andando — desabafa.

Maria Fernanda de Lima morreu eletrocutada no Terreirão do Samba Foto: Reprodução

Gabriella conta que a morte de Maria Fernanda ainda é uma ferida aberta e se tornou tabu na família. Ainda assim, a jovem acredita que falar sobre o caso é fundamental para que ele não caia no esquecimento.

— Esse dia [da morte de Maria Fernanda] trouxe perdas irreparáveis pra minha família. Ninguém consegue falar a respeito, mas eu não quero que o caso seja esquecido, mesmo que doa — emociona-se a estudante. — Esse processo ainda vai pecorrer um caminho longo. Espero, de coração, que a justiça seja feita, pela minha irmã e para que não aconteça com mais ninguém.

Dez indiciados depois de 19 meses

A Polícia Civil indiciou dez pessoas por envolvimento na morte de Maria Fernanda de Lima, de 20 anos, eletrocutada durante um evento no Terreirão do Samba, no Centro do Rio, em abril do ano passado. O inquérito foi conduzido pela 6ª DP (Cidade Nova) e apresentado ao Ministério Público do Rio de Janeiro.

Depois de 19 meses de investigação, o inquérito apontou a responsabilidade de dez pessoas no incidente que culminou na morte da jovem. Foram indiciados dois sócios da empresa que organizou o evento, quatro parceiros comerciais, um funcionário da Prefeitura do Rio, o proprietário de uma empresa que instalou placas de metal no local, um homem contratado por esta empresa para a instalação e um brigadista.

O caso ocorreu em abril de 2019, durante um evento no Terreirão. A estudante de odontologia Maria Fernanda de Lima foi eletrocutada ao tocar uma barra de ferro. Ela chegou a ser scorrida e levada para o Hospital municipal Souza Aguiar, mas não resistiu.



Fonte: Fonte: Jornal Extra

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