“Ela não tinha necessidade disso”

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Dizendo-se “arrasado’’ e “surpreendido” com a prisão de sua filha caçula, a estudante de Odontologia Isadora Alkimin Vieira, de 21 anos, o cantor Belo contou em entrevista para a revista Quem que a jovem não precisava se envolver em crimes para obter dinheiro, já que ele paga dez salários mínimos de pensão a ela — pelo menos R$ 10.450. Isadora foi presa na quarta-feira, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, com outras 11 mulheres suspeitas de integrar quadrilha que aplica golpes bancários por meios eletrônicos.

“Não tenho o que falar, não consigo falar nada. Primeiro preciso entender. O advogado (que ele contratou para ajudar a filha) está entrando no processo. Ela mora em São Paulo e estava aqui no Rio. Eu nem sabia! Minha mãe tem 80 anos, mora comigo, estou saindo da Covid-19 hoje. A última vez que ela esteve aqui na minha casa foi no Carnaval”, contou à revista.

Belo, que tem outros três filhos e três netos, contou que nunca faltou nada para Isadora. ‘‘Ela faz faculdade, está no terceiro período. Mora com a mãe, ganha dez salários mínimos por mês de pensão que eu pago. Vou fazer o que for preciso para ajudar minha filha’’, prometeu.

De acordo com a reportagem, Belo, que tem outros três filhos e três netos, contou que nunca faltou nada para Isadora.

Isadora foi presa na Barra da Tijuca com outras 11 mulheres, suspeitas de participarem de golpes bancários por meios eletrônicos. Foto: Divulgação.

“Ela faz faculdade de Odontologia, está no terceiro período. Não entendi nada até agora, ela não tem necessidade de nada disso. Mora com a mãe, ganha dez salários mínimos por mês da pensão que eu pago. Sempre paguei tudo para ela, a vida inteira. Sempre fui um pai presente. Estamos atordoados, sem entender nada. Ela mora na Zona Leste de São Paulo, tem uma vida boa, é filha única da mãe dela. Agora preciso entender o que está acontecendo. Só entrei no caso agora, fui um dos últimos a saber, a mãe dela não tinha nem me comunicado. Mas vou fazer o que for preciso para ajudar a minha filha”, prometeu o artista.

Justiça nega pedido de liberdade

A filha de Belo teve o pedido de liberdade provisória negado nesta quinta-feira pela Justiça, que converteu a sua prisão em flagrante em preventiva, numa audiência de custódia.

O Ministério Público pediu a prisão preventiva para as 12 mulheres, mas a juíza Ariadne Villela Lopes concedeu prisão domiciliar a cinco delas, algumas por serem mães de crianças menores de 12 anos e outras por terem alguma deficiência física. Isadora Vieira ficou entre as que permanecerão presas.

Investigadores da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) receberam uma denúncia anônima indicando um apartamento na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio como uma espécie de quartel-general da quadrilha. Baseado nas informações recebidas pelos policiais civis, o processo que foi aberto descreve a quadrilha como uma ‘‘organização engajada, articulada, extremamente organizada e hierarquizada’’. Afirma ainda que foi observada uma ‘‘estrutura de logística montada com notebooks, celulares e, inclusive, havendo um motoboy que realizava a função de arrecadar os cartões de crédito das vítimas’’.

‘‘Ademais, verifica-se que as práticas visando a crimes se revestiam de ardil, visto que as integrantes da organização criminosa se faziam passar por pessoas trabalhadoras em ‘central de telemarketing’’’, acrescenta.

Para converter a prisão de sete mulheres da quadrilha em preventiva, a decisão judicial avaliou a ‘‘capacidade de lesar grande quantidade de pessoas, com relato, inclusive, de vítimas idosas, que são manifestamente vulneráveis a tais práticas’’. A juíza levou em conta também que algumas das suspeitas são universitárias, ‘‘o que demostra a sua capacidade de entender e de se autodeterminar de acordo com a própria vontade’’. Das 12 presas, uma estudou até o ensino fundamental, cinco completaram o ensino médio, três ainda não o concluíram e outras três cursam faculdade, incluindo Isadora, que estuda Odontologia em São Paulo, onde mora.

O papel das presas seria induzir as vítimas a repassarem seus dados bancários ao motoboy, que pegavam os objetos, para, posteriormente, serem utilizados em fraudes que rendem entre R$ 600 mil a R$ 1 milhão por mês.



Fonte: Fonte: Jornal Extra

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