Dique da Vallourec transborda em Nova Lima (MG); bombeiros descartam rompimento de barragem

Dique da Vallourec transborda em Nova Lima (MG); bombeiros descartam rompimento de barragemRIO DE JANEIRO (Reuters) – Um transbordamento de um dique de contenção de água na região da Mina de Pau Branco, da francesa Vallourec, em Nova Lima (MG), levou à interdição do trânsito na BR-040, informou o Corpo de Bombeiros do Estado neste sábado, que descartou o rompimento de barragem no local.

Em áudio enviado à imprensa, o porta-voz da corporação tenente Pedro Aihara disse ainda que o episódio não causou vítimas e nem colocou em risco nenhuma comunidade, descartando ainda a necessidade de qualquer tipo de ação de retirada de moradores do local.

“Em decorrência da quantidade de água das chuvas que foram direcionadas para esse local, ocorreu um transbordamento dessa estrutura (dique), que para padrões de barragens de mineração é uma estrutura considerada pequena… houve um transbordamento e essa água acabou atingindo a região da BR-040, que permanece fechada nessas imediações”, afirmou o tenente Aihara.

Procurada, a assessoria de imprensa da Vallourec confirmou o transbordamento de um dique de contenção de águas pluviais localizado na Mina de Pau Branco, em Nova Lima, e também descartou o rompimento de barragem.

“Em função das chuvas excessivas dos últimos dias houve um carreamento de material sólido da pilha Cachoeirinha para o Dique Lisa, localizado em Nova Lima, ocasionando o transbordamento desse dique, que fica próximo à BR-040”, disse a empresa em comunicado.

A empresa frisou ainda que, devido ao transbordamento e em conformidade com o Plano de Ação de Emergência para Barragens de Mineração (PAEBM), as sirenes foram devidamente acionadas, na manhã deste sábado e, como consequência, a rodovia “foi interditada de imediato, pela administradora da rodovia”.

“A empresa já acionou os órgãos competentes e está trabalhando em conjunto com as autoridades para minimizar os transtornos ocorridos. De acordo com as apurações preliminares, não há o registro de vítimas”, completou.

(Por Marta Nogueira)

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