Delegada diz que um dos suspeitos presos é o atirador que matou Ana Campestrini no Santa Cândida: “Não restam dúvidas”


A delegada Tathiana Guzella, da Divisão de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), afirmou que um dos homens presos no caso Ana Campestrini é quem atirou contra a vítima, de 39 anos, na última terça-feira (22). A investigadora disse que “não restam dúvidas” sobre a situação, após a Polícia Civil realizar uma perícia, nesta sexta-feira (25), em um barracão do clube em que os suspeitos ocupavam os cargos de presidente e diretor administrativo.

Momento em que Ana Paula Campestri é assassinada no Santa Cândida. Foto: Reprodução/Divulgação

A afirmação da delegada foi feita após a polícia concluir que a moto usada no crime era guardada no barracão periciado. O objetivo da perícia foi realmente checar se o local das fotografias que mostram o veículo usado na perseguição correspondiam ao barracão da sede esportiva do clube localizado no bairro Cristo Rei.

Após a perícia, a Polícia Civil concluiu que o local era o mesmo das imagens que também foram divulgadas nesta sexta (veja abaixo).

“No interrogatório, o suspeito de ser o atirador diz que a moto que ele tem, e que esteve aqui, era só a grande, uma esportiva de 675 cilindradas, e que ele nunca teve a outra”, pontuou a delegada destacando que outro veículo, de menor porte, foi usado no crime. “Temos até as marcas dos pneus no chão que são incondizentes com uma moto de 675 cilindras”, completou Guzella.

O ex-marido Wagner Cardeal Oganauskas e Marcos Antonio Ramon, suspeito de ser o atirador, negaram qualquer envolvimento no assassinato. Eles prestaram depoimento aos investigadores na tarde desta quinta (24) na sede da DHPP.

A defesa quer provar que Marcos estava em casa no momento do crime e que não é o dono da motocicleta usada pelo atirador que aparece nas imagens de câmeras de segurança.

“O Marcos estava em casa na hora do crime e vamos provar isso. Às 10h da manhã, ele chama um motorista de aplicativo da residência dele para ir até o clube onde é diretor”, disse à Banda B a advogada de defesa, Louise Mattar Assad.

A delegada, por sua vez, comentou a negativa de qualquer envolvimento feita pelos suspeitos, e destacou que se trata de algo normal.

“Eles trabalham com a negativa plena de autoria e isso é algo comum na defesa. Inclusive, é direito constitucional eles trouxerem qualquer versão sobre o caso, nesses atos formais”, analisou.

Moto

As imagens da moto usada no crime foram repassadas à polícia por uma testemunha, depois dos depoimentos dos suspeitos nesta quinta-feira. Nas fotos, é possível perceber que o veículo não está emplacado e não tem um retrovisor, características que batem com a motocicleta usada durante a perseguição à Ana Paula.

Até o momento, a motocicleta e a arma usada no crime não foram encontrados pelos investigadores. A polícia suspeita que o atirador tenha se desfeito das provas logo após descobrir que o caso era noticiado pela mídia. Mas também, pelo fato dos investigadores terem agido rapidamente no caso.

“Foram feitas várias buscas na tentativa desse encontro. Todavia, o atirador deve ter escondido, se não se desfez desses objetos logo em seguida do crime ou quando a mídia noticiou o caso juntamente com a presença dos investigadores no clube que ele trabalhava. Isto porque a equipe de investigação foi no mesmo dia, na sequência do crime, atrás das câmeras no clube. E as câmeras foram desligadas, na quinta-feira da semana passada, adivinhem por quem… Pelo atirador, segundo relatos de diversas testemunhas”, pontuou Guzella.

Imagens

Imagens de câmeras de segurança divulgadas pela polícia, também nesta sexta, mostram Ana Paula sendo perseguida por um motociclista na saída do clube, localizado no bairro Cristo Rei (veja no link abaixo).

Diante das imagens e da perícia realizada no barracão, Guzella também ressaltou que o caso se trata de uma emboscada.

“Infelizmente, nós temos uma possível situação de emboscada à vítima. Uma vez que ela veio ao clube, na sede social, fazer a carteirinha, no horário definido pelo atirador. O atirador já estava fora do clube, a esperando em cima da moto. Então, ele recebeu a mensagem da funcionária dizendo que Ana Paula estava saindo e, em seguida, tem as imagens dele perseguindo a vítima. Então, não restam dúvidas nenhuma de que a moto e a pessoa do atirador é quem foi preso ontem pela DHPP”, afirmou.

A delegada Tathiana Guzella conversa com um dos peritos. Foto: Reprodução

Além da situação relatada por Guzella, das imagens da moto usada no crime, a Polícia Civil também divulgou conversas entre o suspeito de ser o atirador e uma testemunha. Nos diálogos feitos entre domingo (20) e a terça (22), dia da morte de Ana Campestrini, é possível ver que um horário foi marcado no início da semana para que a vítima fosse ao clube.

No dia do crime, veio a confirmação da chegada da Ana e, horas depois, uma notícia afirmando que a vítima foi assassinada e câmeras de segurança flagraram a situação.

Veja os diálogos abaixo:





Fonte: Banda B