Delegada diz que não há dúvidas que empresário preso é mandante de duplo homicídio em posto

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A delegada Tathiana Guzella, da Divisão de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) da Polícia Civil do Paraná concluiu o inquérito sobre as mortes do do advogado Igor Martinho Kalluf, 40 anos, e Henrique Mendes Neto, 38 anos. As vítimas foram mortas após serem baleadas em uma loja de conveniência de um posto de combustíveis no Centro de Curitiba, no dia 11 de junho. Em entrevista, na manhã desta segunda-feira (22), Tahiana afirmou que boa parte das investigações já foi constatada e o empresário Bruno Ramos Caetano é o mandante do crime.

 

Foto: Reprodução

 

A Polícia Civil qualificou os três suspeitos envolvidos no crime por terem cometido duplo homicídio quadruplamente qualificado. Para Tathiana, apesar das diversas investigações que foram solicitadas e que ainda estão em andamento por parte da Polícia, somado aos possíveis desdobramentos que as defesas, e os procuradores, podem gerar diante da conclusão, existem provas que permitem chegar a tal acusação.

 

A delegada Tathiana Guzella em entrevista coletiva. Foto: Djalma Malaquias/Banda B

 

“Nós entendemos que, de fato, o empresário foi o autor intelectual do crime. Porque ele levou no local, três pessoas armadas com pistolas .40, exclusiva das forças armadas. Depois, buscou os mesmos na rua do posto. Mentiu, e mudou, vários pontos nos interrogatórios. Temos a fala do ourives, que prestou depoimento, espontaneamente, e corroborou as conclusões obtidas por meio das imagens das câmeras de segurança do local”, pontuou a delegada.

Neste momento, a DHPP encerrou a primeira parte investigativa do inquérito. A partir de agora, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) irá assumir o caso. O MP-PR poderá qualificar em quais crimes os três suspeitos poderão ser denunciados.

Quarto elemento

Nas imagens, aparece um quarto suspeito que está armado e no local do crime. Tathiana analisou o caso e afirmou que este homem seria uma peça chave para o esclarecimento do crime em questão. Até mesmo, para determinar uma outra visão e possível conclusão dos fatos. Mas, como não existe nenhuma prova e/ou informação sobre a identidade desta pessoa, é complicado apontar qualquer outro detalhe do crime.

“Eu não posso afirmar situações do que eu acredito pessoalmente. Não se tem a identificação cabal deste rapaz. Inúmeras pessoas já foram investigadas devido a esta situação. Do qual, não vamos tratar aqui. Mas, quando nós tivermos a plena confirmação, vocês vão ser os primeiros a saber, porque eu tenho interesse nisto também”, afirmou.

Mercado negro

Tathiana justificou que quaisquer informações sobre a ilegalidade do comércio das joias que seria a motivação do crime, poderão ser investigadas pela Polícia Federal (PF). Ela justificou ao dizer que a DHPP atua, apenas, no inquérito das mortes.

“A PF poderá utilizar as provas que nós coletamos, e que ainda a Polícia Civil está concluindo nesta semana, para querer dar continuidade nesta investigação a respeito de possíveis ilegalidades quanto ao mercado de pedras preciosas”, pontuou.

Outro lado

A defesa do acusado, o empresário Bruno Ramos Caetano, informou que irá se manifestar em entrevista coletiva na tarde segunda-feira (22).


Fonte: Banda B