Criminosos do Rio e de Angra dos Reis se unem para roubo de cargas no estado; quadrilha é presa

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Uma quadrilha especializada em roubos de cargas — que atua na capital, na Baixada Fluminense, na Costa Verde Fluminense, no interior do estado e até no Espírito Santo —, foi presa no final da manhã desta quarta-feira, dia 3, no bairro do Frade, em Angra dos Reis. Agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) e da Desarme fizeram a ação. O bando, que usava equipamentos específicos — como bloqueador de sinais e rádios transmissores para comunicarem entre si — foi detido quando estava próximo a uma casa onde armazenam equipamentos eletrônicos de uma grande empresa brasileira. O grupo usava uniformes de prestadores de serviço de limpeza quando foram encontrados.

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Segundo as investigações, que começaram há pouco mais de dois meses, Luiz Felipe Culvet da Silva, de 26 anos; Alex Sandro dos Santos Ribeiro, 24, ambos da comunidade Jorge Turco, em Rocha Miranda; Luís Augusto de Souza da Silva, 29; e Pablo Lopes de Souza, 24, moradores da comunidade do Frade, são os responsáveis por dezenas de roubos nos últimos anos em diversos municípios do estado. Nesta quarta, o grupo iria fazer mais um assalto, na Costa Verde. Entretanto, como vinham sendo monitorados, a ação foi frustrada.

De acordo com a DRFC, Luiz Felipe é o mais perigoso do grupo e atuava no tráfico de drogas no Jorge Turco. Contra ele havia mandados de prisão em aberto por tráfico de drogas e associação ao tráfico. Ele estava foragido.

Policiais apreenderam com a quadrilha uma pista, três rádios comunicadores e um veículo Foto: Reprodução

Outro chefe do esquema, para os investigadores, é Luís Augusto. Em 2019 ele comandou um assalto no Espírito Santo. Pouco mais de um ano depois, liderou um roubo em Barra Mansa.

— Essa quadrilha tinha a expertise para atuar na capital e no interior, como em Barra Mansa e em Cantagalo. Um deles também promoveu ações criminosas no Espírito Santo — contou o delegado Vinícius Ferreira Domingos, titular da DRFC.

Segundo Domingos, o bando — que sempre tinha informações privilegiadas dos locais dos roubos — agia em grande número.

— Eles atuavam sempre em um grupo grande e com informações prévias. Eles também usavam equipamentos específicos (como bloqueador de sinal) e rádios transmissores para se comunicarem no momento do crime.

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Os policiais apreenderam com o grupo uma pista, três rádios comunicadores e um veículo, que será periciado para saber se é roubado ou clonado. O bando preso vai responder por associação criminosa armada, porte ilegal de arma de fogo, além do roubo que tentavam realizar hoje. Outras quadrilhas também são investigadas pela polícia.



Fonte: Fonte: Jornal Extra

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