Comerciante português morre após reagir a uma tentativa de assalto em Duque de Caxias

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Uma tentativa de assalto e uma reação brusca culminou na morte do comerciante português João Batista Ribeiro, de 67 anos, na noite desta terça-feira, dia 16, no bairro Jardim Anhangá, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Morando no Brasil há mais de 40 anos, o idoso foi morto com seis tiros quando chegava na porta de casa, após voltar de um dia de trabalho, na papelaria que mantinha em Santa Cruz da Serra, sub-bairro de Caxias. Por causa da violência na região, o empresário pensava em voltar para Portugal. No entanto, ele acabou sendo vítima daquilo que ele mais temia.

Segundo testemunhas, após deixar a filha e o genro em casa, João Batista seguiu para casa, na Rua Narcisa Amália. Porém, antes de chegar em sua residência, por volta das 20h, três homens armados e a pé o abordaram e ordenaram que ele saísse o veículo. O empresário tentou reagir, mas acabou sendo baleado.

— Quem viu a cena contou que ele lutou com os bandidos. Eu acredito que eles estavam drogados e por isso atiraram e mataram o meu tio — diz Carlos Augusto Ribeiro, sobrinho de João Batista.

João Batista Ribeiro era casado e tinha uma filha Foto: Arquivo Pessoal

O idoso chegou a ser levado para o Posto Médico do Parque Equitativa, mas não resistiu aos ferimentos. De acordo com as investigações, quase todos os seis disparos que acertaram a região da barriga do comerciante. Após o crime, os bandidos levaram o veículo, o celular e mais R$ 400 em espécie. João Batista, que era casado e tinha uma filha, pretendia deixar o país ainda neste ano.

— O meu tio nos criou e era uma pessoa querida no bairro. Mas com muito medo da criminalidade, ele já estava querendo voltar para Portugal para rever seus familiares e descansar — contou Carlos Augusto, que completa:

— Ele acabou sendo vítima de algo que ele temia muito.

O corpo do comerciante foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Duque de Caxias. O enterro de João Batista será na tarde desta quarta-feira no Cemitério Nossa Senhora de Fátima, em Jardim Imbarie. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) investiga o caso. Até agora ninguém foi preso.


Fonte: Fonte: Jornal Extra

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