Cinco anos depois, jovem é preso pela morte de namorada grávida na RMC

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Foram cinco anos de procura, mas a polícia conseguiu nesta quarta-feira (10) a prisão de um jovem suspeito por um crime que chocou Colombo, na região metropolitana de Curitiba. Pietro Thiago de Souza estava foragido desde 2015 pela morte da namorada Mayara de Cristo, uma adolescente de 17 anos que foi assassinada a tiros mesmo grávida de quatro meses.

Foto: Reprodução

De acordo com o delegado Irineu Portes, foram mais de 10 ordens de busca em residências de Colombo para encontrar o suspeito. “A gente sempre monitorou as redes sociais dele. Graças ao empenho diário da equipe, nós descobrimos a informação. No local, nós vimos o rapaz e a sua atual companheira. Os dois foram detidos em flagrante”, comentou.

A prisão foi realizada no bairro Santa Fé, em Colombo.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito manteve durante uma vida voltada para a criminalidade ao longo de todos esses anos. “Temos informações que ele entrou em confronto com policiais de São José dos Pinhais e soubemos que tinha o hábito de afirmar que nós não o pegaríamos vivo. Além disto, o rapaz fazia ameaças a outras pessoas envolvidas no inquérito. Portanto, era uma questão de tempo para nós o acharmos”, disse.

HOMENAGEM

Após a prisão, a mãe de Mayara, Magali de Cristo, prestou uma homenagem aos policiais. Ela contratou um serviço para dar um discurso aos policiais na Delegacia.

“A nossa missão hoje é enaltecer algumas pessoas. Não são pessoas simples, são pessoas que fazem atividades além do próprio trabalho. (…) Gostaria de fazer mais por vocês, mas, no momento que faltam ideias para agradecer tudo o que vocês fizeram por mim e pela minha família. (…) Obrigado, por irem atrás de qualquer pista, mesmo que fosse falsa. (…) Minha filha, enfim, teve justiça e eu também posso respirar aliviada. (…) Agradeço a Deus e peço para Ele iluminar a vida de vocês”, diz um trecho da mensagem.

 

 

Para ela, este momento é de alivio, diante de um crime que há muito tempo lhe dói. A homenagem, segundo a mãe, é uma forma de reconhecimento pelo trabalho e pela vida dos policiais que sempre se arriscam para proteger a sociedade. “Eu sabia que isto iria acontecer algum dia. Os policiais me prometeram que eles iriam pegá-lo. Eles não desistiram, assim como eu não desisti. Eu sempre vim aqui e sempre me trataram adequadamente, me passando as informações. Então, estou feliz porque a justiça foi feita a minha filha”, afirmou.

O CASO

Na época do crime, Pietro e Mayara mantinham um relacionamento. Segundo a Polícia Civil, o rapaz e a esposa não estavam em um bom momento pessoal e resolveram se separar. Em determinado dia, no ano de 2015, a vítima foi atingida por um tiro no peito e morreu na hora.

Na época, o suspeito alegou aos policiais que o disparo teria sido acidental. No entanto, segundo o delegado Irineu Portes, as investigações apontaram para um homicídio doloso (quando há intenção de matar).

Inicialmente, ele respondeu em liberdade pela morte, mas após a condenação pelo júri, não foi mais encontrado.

Em 2019, a Polícia Civil soube de um crime realizado pelo suspeito, em Joinville (SC). Na ocasião, segundo Portes, ele teria assassinado uma pessoa com facas e chave de fenda. A atual namorada também teria participado deste crime. “Portanto, o rapaz e a companheira estão presos devido ao pedido do mandado de prisão preventiva da Comarca de Joinville e ao assassinato de Mayara. Além disto, há um terceiro pedido em mandado de prisão preventiva pela Vara Criminal de Curitiba, em relação a um roubo que ele teria praticado a um veículo na capital”, concluiu.


Fonte: Banda B