Casal é preso suspeito de esfaquear e queimar homem vivo em Curitiba

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Um homem, de 36 anos, e uma mulher, de 35 anos, foram presos, nesta quinta-feira (12), suspeitos de esfaquear e queimar um rapaz vivo em agosto de 2020. Os dois foram encontrados em uma casa no bairro Boqueirão, em Curitiba.

Casal foi preso em uma casa no bairro Boqueirão (Reprodução Polícia Civil)

No dia 29 de agosto de 2020, quatro pessoas teriam esfaqueado e queimado o jovem Jeyson Endrig Florêncio de Lima, de 29 anos. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Tito Barrichello, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a suspeita é que o fogo tenha sido ateado com o rapaz ainda vivo.

“É um crime bárbaro, tem imagens, a pessoa morreu a golpes de faca e depois foi queimada, e, aparentemente, foi queimada viva, porque você visualiza nas imagens o corpo já carbonizado com as mãos em posição de socorro. O corpo não estava com as mãos esticadas, estava com as mãos levantadas, como se possivelmente estivesse se debatendo”, descreveu Barrichello.

Outros dois suspeitos, de 24 e 31 anos, estão presos desde setembro do ano passado. De acordo com as investigações, a motivação do crime seria uma disputa pelo tráfico de drogas na região, além de a vítima ter assediado a namorada de um dos suspeitos.

“Isso acontece por causa da lei do silêncio e da lei da morte, porque, além de impor um silêncio à comunidade, eles tentam mostrar o temor, levar o medo à sociedade. Infelizmente, temos mais uma vez crimes bárbaros e hediondos motivados pelo tráfico de drogas. No Brasil, hoje, o tráfico de drogas é a mãe dos nossos problemas, 90% dos homicídios que eu investigo são vinculados ao tráfico de drogas”, afirmou o delegado.

Além de ser preso pelo homicídio, o homem foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo.

“Um deles é faccionado ao PCC e era o faxina, ou seja, ele mantinha a ordem no bairro Boqueirão. Ele estava com uma pistola semiautomática calibre .40, com a numeração raspada. Fizemos o flagrante delito pelo porte ilegal de arma de fogo e cumprimos os mandados de prisão preventiva”, explicou Barrichello.

A ação foi batizada de Operação Carro da Morte, porque os suspeitos utilizavam um veículo sedan preto para cometer os delitos. “Era um veículo usado pelos criminosos para prática de diversos crimes”, citou o delegado.

Veja o momento em que a equipe policial encontra a casa dos suspeitos:





Fonte: Banda B