Casal é preso após fingir ser amigo de idosa para matá-la e ficar com seu imóvel

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Um casal foi preso cinco anos após matar uma idosa de 64 anos, com quem havia feito “amizade” para ficar com seu imóvel. A vítima, Cecília Raider, teve o corpo carbonizado, conforme informou a Polícia Civil. Os restos mortais foram encontrados alguns dias depois do crime, cometido em 2016 em Pedra de Guaratiba. Ela havia sido dada como desaparecida. Para ser identificada, foram necessários quatro exames de DNA e duas exumações, realizados ao longo de quatro anos.

Acusados por de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, os suspeitos foram localizados nesta quarta-feira, dia 10, por policiais da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA). Contra ambos havia um mandado de prisão preventiva expedido pela 1ª Vara Criminal da Capital.

O casal, conforme as investigações, teria se aproximado da vítima, feito amizade e adquirido sua confiança para posteriormente matar a idosa e ficar com o imóvel dela. Na ocasião, o casal afirmou que havia comprado o imóvel da vítima que, segundo os criminosos, teria desaparecido com o “dinheiro da venda”.

De acordo com a Polícia Civil, a idosa desapareceu em maio de 2016 e foi vista pela última vez na companhia do casal preso. Investigações da DDPA e diligências feitas encontraram o corpo carbonizado da vítima dentro de um veículo em Campo Grande no dia 25 de maio de 2016.

Durante as investigações, a DDPA fez o confronto do perfil genético do cadáver com o da filha da vítima, além de se certificar que o corpo possuía a mesma prótese dentária da idosa morta.

Após o encontro do corpo de Cecília Raider, a delegada titular da DDPA, Ellen Souto, indiciou e representou pela prisão preventiva do casal que vai responder por homicídio e ocultação de cadáver.

Cecília tem 64 anos Foto: Divulgação

A delegada contou que a vítima passou a morar sozinha depois da morte do marido, que era pai de santo. O casal que se aproximou dela para então matá-la frequentava o terreiro. Souto explicou que a casa da idosa chegou a ser invadida pouco após ela ficar viúva. No entanto, os invasores não foram identificados. Durante esse período, os criminosos ofereceram a ela proteção e mostraram interesse em comprar a residência. À polícia, a dupla alegou ter pago R$ 70 mil pelo imóvel em dinheiro, mas sem qualquer recibo, tampouco qualquer tipo de documento de compra e venda.

— Esse casal viu uma oportunidade, porque ela era uma senhora muito sozinha — afirmou Souto.

Um dia após a suposta compra do imóvel, dona Cecília desapareceu. A última vez que ela foi vista foi saindo da casa de uma prima, no Recreio, também Zona Oeste do Rio, na companhia do casal.

Souto explicou que lá era onde estavam guardados os documentos residenciais da vítima. Durante as investigações, o casal alegou que a idosa teria pego o dinheiro e ido embora para um destino desconhecido. Diante do sumiço de dona Cecília, a dupla colocou uma placa em frente ao imóvel anunciando que estava à venda. O que os suspeitos não esperavam, contudo, é que a vítima tivesse uma filha. Embora não fossem próximas, a delegada disse que a filha estranhou a mãe não ter ligado em seu aniversário. Por isso, decidiu ir até a casa dela. No local, porém, suspeitou da placa de venda.

A filha da vítima se passou por uma pessoa interessada em comprar a casa e questionou os “donos” sobre os documentos daquela residência.

— O casal disse que não tinha documento, mas que não tinha problema nenhum, que ninguém tiraria a casa deles — afirmou a delegada.

Ainda em 2016, pouco depois do crime, o corpo da vítima foi encontrado “completamente carbonizado”, conforme Souto relatou. Os restos mortais estavam no interior de uma mala a um quilômetro da casa do casal.

— Em razão da carbonização, foi muito difícil identificá-la. Foram necessários quatro exames de DNA, duas exumações, até que há dois meses nós conseguimos positivar a identificação dela. E representamos pela prisão preventiva do casal e eles foram presos ontem em Santa Cruz — contou a delegada. — Essa demora toda nesses anos foi a investigação e a necessidade de identificação do corpo.



Fonte: Fonte: Jornal Extra

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