Butantan garante que insumos trocados de empresa da RMC não foram usados em vacinas

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O Instituto Butantan garantiu à reportagem da Banda B, no início da tarde desta quarta-feira (7), que nenhum item adquirido no laboratório de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, que é investigado pela polícia civil dentro da Operação Ruptura, foi usado na produção de vacinas ou soros.

O Instituto Butantan comprou glicerol, mas recebeu glicerina da empresa investigada na Operação Ruptura.
Foto: Divulgação.

O Instituto, que é responsável pela produção da Coronavac, contra Covid-19, e de grande parte dos soros e vacinas produzidas no Brasil, comprou produtos que teriam sido intencionalmente trocados pela empresa paranaense. Ele recebeu glicerina no lugar de glicerol, produto que pode ser usado na fabricação de vacinas.

O caso levou à prisão preventiva do administrador e de um vendedor do laboratório, na manhã desta terça-feira (6).

Nota oficial

Por meio de nota oficial, o Butantan informou que boa parte dos materiais adquiridos da empresa investigada sequer chegou a entrar nos laboratórios de controle de qualidade, uma vez que outras marcas foram utilizadas.

“Os poucos materiais utilizados tratavam-se de produtos de apoio e/ou com baixa criticidade e passaram por algum tipo de controle, que possibilitaria a identificação de uma possível adulteração ao longo da sua utilização.”

O comunicado do Butantan garante ainda que “a situação não apresentou nenhum tipo de risco à qualidade, segurança e eficácia dos produtos analisados no Instituto.”

Por fim, o Butantan afirmou que a empresa investigada em São José dos Pinhais não faz mais parte da lista de fornecedores. “Reforçamos nosso compromisso com a qualidade dos produtos que são fabricados e analisados no Instituto Butantan há mais de um século.”

Operação Ruptura

A empresa do Paraná é uma das investigadas pela Delegacia de Polícia Civil de SJP dentro da Operação Ruptura, deflagrada há cerca de duas semanas e que apura fraudes em licitações e adulteração de produtos, inclusive álcool em gel.

O delegado Fábio Machado solicitou mais informações sobre a compra dos insumos da empresa para o Instituto Butantan e a Anvisa, dando sequência às investigações sobre o caso.





Fonte: Banda B