Audiências do caso Rachel Genofre começam de forma online nesta quinta-feira (18)

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O Ministério Público do Paraná (MP-PR) deu início às 14h desta quinta-feira (18) às audiências do caso da menina Rachel Genofre, encontrada morta em uma mala na rodoviária de Curitiba em novembro de 2008. Realizadas de maneira on-line, por conta da pandemia, devem ser ouvidas 14 testemunhas (nove de acusação e cinco da defesa), além do acusado, que confessou o crime.

Foto: Reprodução

O réu Carlos Eduardo dos Santos, de 54 anos, foi reconhecido em setembro de 2019, após cruzamento do material genético dele com dados inseridos no Banco Nacional de Perfis Genéticos.

Ele já estava preso, desde 2016, acusado de vários estelionatos no estado de São Paulo. Em meio a 31 anos desde seu primeiro crime identificado, ele fugiu da cadeia por três vezes. Durante este período, segundo a polícia, o réu estuprou ao menos seis vítimas neste período, todas entre 4 e 14 anos de idade. Crimes cometidos no Paraná, São Paulo e Santa Catarina. Seriam pelo menos 29 crimes atribuídos a ele, entre estupros contra crianças e estelionatos.

O caso

No final da tarde do dia 3 de novembro de 2008, a menina Rachel Genofre deixava o Instituto de Educação, no Centro de Curitiba, após o término das aulas. O tchau dado pela garota aos colegas de classe é a última lembrança que se tem de Rachel ainda viva. O corpo da garota, morta por esganaduras no pescoço, só foi encontrado dois dias depois, na noite do dia 5, dentro de uma mala abandonada embaixo de uma escada, na Rodoferroviária de Curitiba.

O caso, que é um dos mais emblemáticos do Paraná, só veio a ter uma solução possível 11 anos depois, com a identificação de Carlos Eduardo dos Santos pelo Banco Nacional de Perfis Genéticos. Em interrogatório, o acusado confessou o crime.

Depoimento

Em depoimento no dia 24 de setembro do ano passado, Carlos Eduardo afirmou que atraiu a garota fingindo ser um caçador de talentos de um programa infantil.

“Ele fez observações da rotina dela e disse para a Rachel que fazia parte de um programa infantil. Ela foi até o escritório dele, para assinar papéis. Ali, cometeu o ato sexual e, como ela começou a gritar e reagir, a matou. Afirmou ainda que o crime aconteceu no mesmo dia do ato sexual”, descreveu à Banda B na ocasião a delegada Camila Cecconelo, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Segundo Cecconelo, a escolha por deixar o corpo na Rodoviária de Curitiba foi para não levantar suspeita. “Ele disse que ali ele poderia transitar com a mala sem ser percebido. Conta que depois de deixar a mala no local, ficou um tempo olhando para ver se alguém iria ver. É uma pessoa que tem várias passagens por estupro e atacava crianças com esta faixa etária”, apontou.


Fonte: Banda B