Após um mês na UTI, mecânico morre por possível envenenamento e companheira é suspeita

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Um mecânico de 50 anos morreu na noite da última quarta-feira (8) em Colombo, na região metropolitana de Curitiba, com quadro suspeito de envenenamento. Ele estava internado havia exatamente um mês na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Angelina Caron.

Foto ilustrativa: Freepik.

A família do homem suspeita que ele tenha sido envenenado pela própria companheira, na casa onde moravam juntos, no bairro Vila Verde, no mesmo município. Segundo o irmão da vítima, o casal vivia um relacionamento complicado há 12 anos, entre idas e vindas, e estariam somente os dois na casa no dia do fato.

“Não é uma acusação, é uma suspeita. Eles tinham um relacionamento conturbado, muito turbulento, cheio de brigas, idas e voltas, agressões da parte dela nele, era um caso bem horrível de ver, como eles se comportavam”

afirmou o irmão em entrevista para a Banda B na manhã desta sexta-feira (10).

Ele relatou para a reportagem que o caso aconteceu no último Dia dos Pais, em 8 de agosto. Segundo o irmão do mecânico, a cunhada chegou na casa dele por volta de meia-noite pedindo socorro. Com a mãe e um sobrinho, além da cunhada, o irmão do mecânico seguiu até a casa do casal, que fica próxima, e teria encontrado o homem já em situação grave, segundo ele.

“Chegando lá, demos de cara com ele em estado crítico, de asfixiamento, convulsão e uma baba grossa”, contou. A vítima foi levada para a unidade de pronto atendimento do bairro e foi dada entrada como possível envenenamento. Devido à gravidade, dois dias depois ele foi transferido para o Hospital Angelina Caron, onde foi encaminhado direto para a UTI.

A família descarta a possibilidade de que o mecânico tenha ingerido algum tipo de veneno por conta própria.

“Temos plena certeza que não faria. Ele era uma pessoa muito boa, não era um pessoa que tinha um quadro depressivo e que viesse a tomar uma atitude dessa. Ele tinha muito amor pelos filhos”, declarou o irmão.

Versões do caso

A companheira do mecânico teria alegado que ele tomou remédio e bebeu antes de passar mal, de acordo com o irmão da vítima, para justificar o estado de saúde do homem.

“Mas não foi nada convincente”, afirmou. A companheira não teria mais procurado a família da vítima após o ocorrido.

“A gente não teve mais contato. Ela não veio atrás pra procurar informações sobre ele e não fomos atrás também.”

A família revela que não teve chance de ouvir a versão do mecânico durante os 30 dias de internação, já que desde o momento do socorro ele já não conseguia falar.

Investigação

Um boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia de Polícia Civil do Alto Maracanã, em Colombo, onde foi instaurado inquérito policial. Procurado pela reportagem da Banda B, o delegado Herculano Abreu informou que prefere aguardar o resultado do laudo do IML para se pronunciar sobre o caso.

Apesar da suspeita sobre a companheira dele, a família diz que aguarda o resultado da necrópsia e do inquérito policial.

“A gente quer aguardar a polícia ter os laudos na mão para que parta da polícia a informação correta sobre o possível envenenamento e do que possa ter acontecido realmente. A gente quer a verdade e justiça pelo que aconteceu.”

O mecânico deixou três filhos, que são fruto de um relacionamento anterior.





Fonte: Banda B