sábado 17 abril 2021 11:39:31
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Após morte de policial penal, sindicato pede prioridade na vacinação para a categoria

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A morte do policial penal Alexsandro dos Santos levou o Sindicato dos Policiais Penais do Paraná (Sindarspen) a pedir, nesta sexta-feira (5), que a categoria seja incluída no grupo prioritário de vacinação contra o coronavírus. O presidente do Sindarspen, Ricardo Miranda, comentou a preocupação da entidade com o aumento de casos entre os agentes do estado.

 

Foto: Joka Madruga/SINDARSPEN

 

Até o momento, segundo informações do informações do próprio Departamento Penitenciário do Estado do Paraná (Depen), 689 servidores penitenciários já foram infectados e seis deles morreram pela doença.

“Nós estamos expostos a condições muito precárias e trabalhamos em ambientes muito insalubres nas penitenciárias. Com isto, somos focos de transmissão e também possíveis alvos desta doença. Então, precisamos que a reivindicação do Sindarspen seja atendida o mais rápido possível”, defendeu à Banda B.

Mortes

Alexsandro, que estava na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Boa Vista, foi a segunda vítima da pandemia no sistema penitenciário nesta semana. Na última terça-feira (2), o agente de cadeia Sóstenes do Santos Pereira, 40 anos, morreu em Maringá, no Norte do Paraná.

Em dezembro, o policial penal Marcos Paulo Teixeira morreu em Londrina, também no Norte do Estado, após contrair Covid-19 numa escolta para o hospital.

“Precisamos que o Governo atenda a nossa solicitação. A vacinação dos policiais penais do estado do Paraná já é mais do que necessária. O pessoal está muito apreensivo porque temos outros infectados com a doença, que estão em estado grave”, alertou Miranda.

Revolta

Secretários estaduais de Segurança acionaram o Ministério da Justiça revoltados com documento da pasta de Eduardo Pazuello (Saúde) sobre grupos prioritários na vacinação contra a Covid-19. No planejamento da Saúde, presos aparecem na 17º posição, na frente dos agentes que trabalham no sistema carcerário (18º) e também antes das forças de segurança e salvamento (21º).

“Aqui no estado nenhum preso vai vacinar antes. Não existe isso. Aqui são 20 mil servidores da força, foram 32 mortes por Covid-19. Temos aqui cerca de 23 mil presos. Foram 5 mortes. Nem estatisticamente isso se justifica”, afirmou o presidente do conselho de secretários estaduais, Cristiano Sampaio, secretário do Tocantins, lidera as discussões.

Alguns gestores disseram à reportagem que não vão cumprir a orientação do ministério.



Fonte: Banda B

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