Advogado de empresário preso fala em cilada de ourives e ataca delegada: “absolutamente equivocada”

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O advogado de defesa do empresário Bruno Ramos Caetano, Claudio Dalledone Júnior, classificou a versão apresentada pela testemunha sigilosa da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o ouvires, como uma cilada. Em entrevista na tarde desta segunda-feira (22), ele ainda atacou a delegada Tathiana Guzella, responsável pelo inquérito que indiciou Bruno e os irmãos que atiraram nas duas vítimas fatais, dizendo que ela está equivocada em suas conclusões sobre o caso.

Foto: Marcelo Borges

“Nós temos aí uma cilada armada pelo ourives, eleito como testemunha pela delegada. Ele armou uma cilada que acabou levando Igor para a morte e Bruno para a cadeia”, afirma o advogado.

Para Dalledone, a versão do ouvires não será sustentada no tribunal e ele deveria, na verdade, ser indiciado também. Bruno seria vítima de uma perseguição. “O delegado de polícia apura fatos. Não persegue criminalmente ninguém. Fazendo as vezes de juíza, ela [Guzella] chega ao ponto de dizer que o Bruno quer enganar o conselho de sentença. Dentro dessa bagunça jurídica que ela coloca no relatório, dá pra ver um absoluto interesse em espetacularizar essa situação, mas que não se sustenta com os fatos. Ela está absolutamente equivocada”, criticou.

Ele continua dizendo que a delegada não se preocupou em identificar um quarto suspeito envolvido na cena do crime e chama de “saga acusatória” a investigação conduzia por Guzella.

Imagens

A equipe do escritório de Claudio Dalledone ainda apresentou uma série de imagens de câmeras de segurança do posto de combustível, no centro de Curitiba, onde o duplo homicídio foi registrado. Segundo a polícia, Bruno fez um sinal para os dois atiradores entrarem em ação. Dalledone não viu isto acontecer.

Foto: Reprodução

“As imagens dão conta da ação de cada um e afastam por completo qualquer gestual comportamental que indica que houve um mando do Bruno”, conclui.

A DHPP encerrou a primeira parte investigativa do inquérito nesta segunda-feira (22). A partir de agora, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) irá assumir o caso. O MP-PR poderá qualificar em quais crimes os três suspeitos poderão ser denunciados.


Fonte: Banda B