Acusados pela morte de advogado devem ser levados novamente a júri popular

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O julgamento dos quatro acusados pelo assassinato do advogado criminalista, Leonardo Ivankio Sudul, deve acontecer no próximo dia 9 de fevereiro, no Tribunal do Júri de Curitiba. O crime aconteceu no dia 6 de novembro de 2017 e teria sido encomendada por narcotraficantes do bairro Parolin, na capital.

O assistente de acusação, o advogado Cláudio Dalledone Júnior, afirmou em entrevista à Banda B nesta quinta-feira (21), que existem provas suficientes da autoria do crime pelos réus e que o caso diz respeito a toda a classe de advogados. “Estamos diante de um crime que precisa de punição exemplar para demonstrar aos narcotraficantes que os operadores do direito não estão aí como vítimas em potencial dos seus desmandos e do seu atrevimento para com a sociedade. Emblemático esse julgamento, temos provas suficientes de autoria e materialidade nos autos. Convocarei a classe de uma maneira geral para lá estarmos juntos para darmos uma resposta à altura”, disse Dalledone.

O advogado criminalista, Leonardo Ivankio Sudul (Foto: Reprodução)

Na denúncia, o Ministério Público do Paraná sustentou que o crime ocorreu por motivo torpe (em razão de desentendimento relacionada à atividade profissional) e utilizou meio que dificultou a defesa da vítima, atraída para uma emboscada.

O réu Kaleu Cordeiro de Almeida, que teria sido o executor do assassinato e foi denunciado em conjunto com outras três pessoas, combinou encontro com a vítima para supostamente tratar de um processo ao qual eles respondiam, quando o crime aconteceu.

Almeida chegou a ser condenado no Tribunal do Júri a 28 anos em regime fechado por homicídio qualificado, associação criminosa e ocultação/destruição de cadáver. Porém, o julgamento foi anulado.

A defesa de um dos acusados de terem envolvimento com o homicídio, Kleverson Hilhian Silva Prestes, o advogado Nilton Ribeiro de Souza, diz que seu cliente é vítima de um grande erro. “Houve um erro muito grande na denúncia envolvendo meu cliente, porque o processo não traz absolutamente nada que prove que ele teria participado desse homicídio. Eu creio que ele vai ser absolvido neste julgamento”, defendeu.

Segundo Souza, o próprio executor do crime, Kaleu, teria isentado Kleverson de culpa. “O executor, o Kaleu, já explicou o porquê fez isso e já isentou o Kleverson de qualquer participação nesses fatos”, completou.

Os outros réus no caso são Leandro Cubas Lima e Nixon dos Santos Benites. A data do julgamento ainda passa por uma indefinição por conta de como ele deve acontecer, se presencialmente ou de forma virtual.

O crime

O advogado criminal foi morto a tiros no final da tarde do dia 6 de novembro de 2017, no bairro Parolin, em Curitiba. Após o crime, os autores ainda atearam fogo no carro da vítima, que foi encontrada carbonizada debaixo de uma ponte no bairro Uberaba.

A motivação do crime teria sido um descontentamento na relação entre cliente e advogado, já que Sudul era o defensor do réu na acusação de tráfico de drogas.



Fonte: Banda B

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