Acusado pela morte de Rachel Genofre fica em silêncio durante audiência e caso deve ir ao júri

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O advogado do pai da menina Rachel Genofre, encontrada morta em uma mala na rodoviária de Curitiba em novembro de 2008, Daniel Gaspar disse em entrevista à Banda B que o caso deve ser julgado pelo Tribunal do Júri. As audiências do caso foram encerradas nesta sexta-feira (19) após serem ouvidas 15 testemunhas (nove de acusação e seis da defesa). O acusado pelo crime, Carlos Eduardo dos Santos, de 54 anos, preferiu ficar em silêncio.

“A expectativa é altíssima de que a gente vai para o Tribunal do Júri, pois o processo ganhou corpo suficiente para isso. A sociedade paranaense pode ter agora a certeza de que nós, em breve, poderemos finalmente encerrar essa grande mágoa”, disse Gaspar.

Foto: Reprodução

O próximo passo são as alegações finais das partes do processo, o Ministério Público do Paraná (MP-PR), a assistência de acusação e a defesa do réu. Após isso, deve acontecer a decisão sobre a ida do caso ao Tribunal do Júri ou não.

“Essas audiências encerram o que a gente chama de primeira fase do Tribunal do Júri, que vai levar à pronúncia ou não do réu ao júri, onde ele vai ser julgado efetivamente pelo crime que cometeu. Essa primeira fase tem como objetivo achar indícios de autoria e materialidade de dolo, o que pelos debates foi plenamente comprovado”, afirmou o advogado.

Durante as audiências, foram ouvidos todos os peritos que passaram pelo caso, desde aqueles que fizeram o laudo da morte de Rachel Genofre até aqueles responsáveis pelo laudo psiquiátrico do acusado.

O caso

No final da tarde do dia 3 de novembro de 2008, a menina Rachel Genofre deixava o Instituto de Educação, no Centro de Curitiba, após o término das aulas. O tchau dado pela garota aos colegas de classe é a última lembrança que se tem de Rachel ainda viva. O corpo da garota, morta por esganaduras no pescoço, só foi encontrado dois dias depois, na noite do dia 5, dentro de uma mala abandonada embaixo de uma escada, na Rodoferroviária de Curitiba.

O caso, que é um dos mais emblemáticos do Paraná, só veio a ter uma solução possível 11 anos depois, com a identificação de Carlos Eduardo dos Santos pelo Banco Nacional de Perfis Genéticos. Em interrogatório, o acusado confessou o crime.


Fonte: Banda B