Cientistas de uma universidade norte-americana estão testando um novo exame que pode identificar o câncer de ovário inicial.
Com a identificação precoce, o grupo, da Universidade do Colorado, afirmou que é possível aumentar significativamente a eficácia do tratamento. O teste foi desenvolvido graças a uma parceria com uma empresa fundada apenas por mulheres.
Os resultados iniciais são promissores. Até agora, os pesquisadores analisaram amostras de 500 mulheres e conseguiram diferenciar padrões biológicos que indicaram o início da doença.
Exame inovador
Diferente de outros tipos de câncer, o de ovário tem uma difícil detecção precoce.
A AOA Diagnostics desenvolveu um teste baseado na análise de perfis lipídicos, proteicos e metabólicos do sangue.
Nesse sentido, a identificação ocorre antes mesmo que os sintomas apareçam.
“Temos a capacidade de detectar o câncer de ovário em um estágio muito, muito, muito inicial”, contou Kian Behbahkt, oncologista do Laboratório de Ciências Reprodutivas do Campus Médicos Anschutz da Universidade do Colorado.
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Amostras reais
Para validar a eficácia do teste, a AOA precisava de amostras reais de pacientes.
Foi a partir disso que surgiu a parceria com o campus da Universidade.
Lá, os cientistas estudaram centenas de casos e avançaram rapidamente no desenvolvimento de uma ferramenta.
“Conseguimos traçar o perfil dessas 500 mulheres para entender especificamente seus perfis lipídicos, proteicos e metabólicos, para entender o que está causando a doença em estágio inicial e como diferenciar isso daquelas mulheres saudáveis daquelas que têm condições benignas”, disse o Anna Jeter, cofundadora da AOA.
Esperança para o futuro
Mesmo com os avanços, ainda serão necessários mais estudos.
No entanto, o grupo é bem otimista em relação à ferramenta estar disponível nos próximos anos.
“A prova real, se você preferir, é que não haverá câncer de ovário em cinco anos, e então estarei desempregada e serei feliz”, brincou Kian.
Anna Jeter, cofundadora da AOA, espera não ver mais casos de câncer de ovário nos próximos 5 anos. – Foto: CBS
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