Tiroteios no Rio aumentam 29% em janeiro, aponta instituto


Relatório mostra que número de pessoas baleadas também aumentou na região metropolitana

JOSE LUCENA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOtiroteio
Cápsulas após intenso tiroteio deixar mortos no Rio de Janeiro

O número de tiroteios na região metropolitana do Rio de Janeiro cresceu 29% em janeiro deste ano em comparação com o mesmo período de 2022. No primeiro mês do ano passado, foram registrados 228 tiroteios. Já neste ano saltou para 294. Os dados são do levantamento feito pelo Instituto Fogo Cruzado. Por consequência, o número de pessoas baleadas também aumentou. Em janeiro de 2023, foram computados 164 baleados, sendo que 81 morreram e 83 ficaram feridos. No mesmo período do último ano, foram 122 pessoas baleadas, sendo que 64 morreram e 58 ficaram feridas. Entre esses dados 14 pessoas foram vítimas de balas perdidas no Grande Rio no último mês. Destes, três morreram, sendo que oito foram atingidas durante ações ou operações policiais. A pesquisa ainda aponta quatro chacinas na região metropolitana do Rio, com 16 mortos no total. As cidades com mais casos de tiroteios são Rio de Janeiro, com 194, Duque de Caxias (23), Niterói (14), São Gonçalo (13) e Nova Iguaçu (10). Para o coordenador regional do instituto, Carlos Nhanga, os dados são importantes para construção de políticas públicas que assegurem segurança à população. “Quando você tem um tiroteio, você não tem um caso isolado. Não é só uma disputa entre grupos armados. É uma disputa que afeta a vida de milhares de pessoas, de diversas formas. Pessoas que estão indo para o trabalho e estão na linha de tiro, crianças que deixam de estudar por conta da suspensão de aulas, transporte que deixa de circular. É preciso pensar políticas a partir desse retrato, olhando para esses impactos e políticas que previnam esse tipo de conflito, seja entre grupos armados ou entre operações policiais para acessar essas invasões”, explicou. Ele ainda disse que o relatório é enviado para autoridades, parlamentares e veículos de imprensa. O levantamento é feito em parceria com o Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos, da Universidade Federal Fluminense (Geni/UFF), e compõem o Mapa Histórico dos Grupos Armados, que ajuda a compreender as diferentes dinâmicas da violência armada no Rio de Janeiro.





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