STF retoma julgamento sobre Collor, Mauro Cid depõe à PF e mais de 18 de maio


A retomada do julgamento do ex-presidente Fernando Collor no Supremo Tribunal Federal (STF) e o depoimento do ex-ajudante de Bolsonaro, Mauro Cid, à Polícia Federal (PF) estão entre os destaques desta quinta-feira (18).

STF retoma hoje julgamento sobre Collor; placar está em 2 a 0 para condenação

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quinta-feira (18) o julgamento do ex-presidente e ex-senador Fernando Collor. A Corte tem dois votos favoráveis para condená-lo pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

O relator, ministro Edson Fachin, votou na quarta-feira (17) para fixar uma pena de 33 anos, dez meses e dez dias de reclusão em regime inicial fechado. Ele foi acompanhado por Alexandre de Moraes — o magistrado, entretanto, analisará a parte relativa às penas posteriormente. Assim, restam os pareceres de oito ministros do STF.

Além da pena de prisão, o relator propôs pena de pagamento de multa de cerca de R$ 1,7 milhão (em valores corrigidos pela inflação) e interdição para exercício de cargo ou função pública “pelo dobro do tempo da pena privativa de liberdade aplicada”.

Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, depõe à PF

A Polícia Federal (PF) vai ouvir, nesta quinta-feira (18), o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL). O depoimento está agendado para 14h30 e faz parte do inquérito que apura a inclusão de informações falsas no cartão de vacina de integrantes das famílias dele e do ex-presidente.

Cid está preso desde o dia 3 de maio no Batalhão de Polícia do Exército de Brasília. No depoimento à PF, o ex-ajudante de ordens tem o direito de ficar calado. Entretanto, a CNN apurou com pessoas próximas ao militar de que há disposição, por parte dele, para responder todas as perguntas.

Aos investigadores, Cid terá que explicar, por exemplo, porque um computador usado por ele acessou os dados de vacinação do ex-presidente nos dias 22 e 27 de dezembro – dias seguintes à inclusão de dados falsos. No dia 30, segundo a investigação, o acesso aconteceu pelo celular pessoal de Cid.

Governo deflagra operação contra exploração sexual de menores e prende mais de 580 pessoas

A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça, concluiu e divulga nesta quinta-feira (18) o resultado da operação Caminhos Seguros. A ação é de combate à exploração sexual de crianças e adolescentes e tem apoio do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania.

A operação em andamento terá dados fechados na tarde desta quinta, no entanto, a CNN apurou que já são, até as 6h de hoje, 160 pessoas resgatadas vítimas de exploração e 580 adultos presos pelo crime.

Já há, também, 46 armas brancas apreendidas, como facas e estiletes, 53 armas de fogo apreendidas e 3.344 munições confiscadas.

Novo bombardeio russo deixa feridos e um civil morto na Ucrânia, dizem militares

Um guarda de segurança civil foi morto em Odesa, cidade portuária na Ucrânia, durante a noite depois que fragmentos de um míssil russo abatido por defesas aéreas caíram sobre um prédio industrial nesta quinta-feira (18), disseram militares ucranianos.

Explosões foram ouvidas em Kiev e em outras regiões ucranianas nas primeiras horas da quinta-feira, quando as autoridades relataram um ataque aéreo nacional.

Autoridades militares da capital ucraniana disseram que as defesas aéreas da capital foram ativadas, resultando na queda de destroços que causaram um incêndio.

Taxa de juros é um termômetro; quem está doente é o governo, que gasta demais, diz Zema à CNN

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), disse, em entrevista ao programa da CNN “Caminhos com Abilio Diniz” que o Banco Central (BC) tem razão ao colocar a taxa de juros no estágio atual, por ela ser um “termômetro”.

Na visão do governador, é preciso mexer na administração federal, que, segundo ele, está “doente” e gastando mais do que arrecada.

“Eu diria que o Banco Central, o [presidente] Roberto Campos [Neto], têm razão. Porque a taxa de juros é como se fosse um termômetro. Você não tem que mexer no termômetro, você tem que mexer no doente, em quem está com febre. E quem está com febre é o governo, que está gastando mais do que arrecada. A taxa de juros é só uma consequência”.

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* Publicado por Marina Toledo



CNN Brasil