RELÂMPAGO: Novo Ministro da Educação aguentou apenas cinco dias no cargo

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O professor Carlos Alberto Decotelli não é mais ministro da Educação. Ele encontrou o presidente Jair Bolsonaro na tarde desta terça-feira (30/06) e pediu demissão. O ex-ministro conversou com Bolsonaro, que aceitou o pedido. Decotelli teve uma passagem relâmpago pelo MEC, ficando no cargo menos de uma semana.

A repercussão negativa sobre o fato do seu currículo conter informações falsas e a acusação de plágio em sua dissertação de mestrado tornaram sua permanência no cargo insustentável. Na última cena desse episódio, a Fundação Getúlio Cargas (FGV) negou que ele tenha sido docente da instituição.

Anderson Correia, ex-presidente da Capes e atual reitor do ITA, é um dos nomes que ganharam força para ocupar o posto deixado por Decotelli. Além da decisão do presidente, o atual reitor do ITA aguardaria também um aval do Ministério da Defesa para deixar seu cargo no ITA e comandar o MEC.

No final da tarde de segunda-feira (29/06), o ex-ministro se reuniu com o presidente e, após a conversa, disse que continuava no cargo. Apesar disso, Bolsonaro estudava nomes para substituí-lo. A situação de Decotelli ficou ainda mais crítica com a divulgação de uma nota pela Fundação Getulio Vargas (FGV) negando que ele tenha sido professor das escolas da instituição.

Segundo a fundação, ele atuou como professor colaborador “apenas nos cursos de educação continuada, nos programas de formação de executivos”. Em entrevista à CNN, nesta tarde, Decotelli confirmou a informação antecipada pelo GLOBO de que a nota divulgada pela FGV pesou na decisão do presidente.

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Fonte: Jornal O Globo
Fotos: divulgação