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A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou um projeto pioneiro de macrodrenagem no Jardim Maravilha, em Guaratiba, inspirado em soluções holandesas para combater enchentes e promover a sustentabilidade. A intervenção inclui a construção de um dique de mais de 3,4 quilômetros de extensão e 2,5 metros de altura ao longo do Rio Cabuçu-Piraquê, um dos principais causadores de alagamentos na região.
Além disso, o projeto prevê a criação de um parque fluvial de 460 mil metros quadrados, com reservatórios abertos e áreas verdes que, durante períodos de chuva, funcionarão como bacias de contenção natural. Segundo o vice-prefeito Eduardo Cavaliere, a iniciativa busca uma solução definitiva para os alagamentos que historicamente afetam a comunidade.
Ainda em 2022, a Prefeitura havia destacado que o projeto contemplaria 12 quilômetros de cursos d’água, abrangendo o Rio Cabuçu-Piraquê e seus canais afluentes. As margens do rio serão adaptadas para funcionar como reservatórios naturais, permitindo a infiltração de águas excedentes e reduzindo significativamente os impactos das chuvas intensas.
Inspirado em práticas sustentáveis e eficazes adotadas em países como a Holanda, que lida com desafios similares por ter boa parte de seu território abaixo do nível do mar, o plano para o Jardim Maravilha promete não só mitigar os problemas de enchentes, mas também transformar a região em um modelo de convivência harmoniosa entre urbanização e natureza.
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