México pode ter mulher na presidência pela primeira vez




Conheça as duas favoritas para a presidência do país latino-americano. Xóchitl Gálvez (à esquerda na imagem), que lidera coalizão de oposição, enfrentará a ex-prefeita da Cidade do México Claudia Sheinbaum (à direita na imagem)
Getty Images/ Reuters via BBC
A eleição da primeira chefe de Estado mulher da história do México parece quase certa desde que Claudia Sheinbaum foi confirmada como candidata do partido do governo nas eleições presidenciais de 2024.
A ex-prefeita da Cidade do México enfrentará Xóchitl Gálvez, que lidera a coalizão de oposição.
Sheinbaum, uma cientista de 61 anos, é aliada próxima do presidente Andrés Manuel López Obrador, de esquerda.
“Venceremos em 2024”, disse ela a apoiadores durante um discurso.
Sheinbaum venceu cinco correligionários, com média de 39% dos votos nas cinco pesquisas, anunciou o partido Morena.
Líder estudantil na década de 1980, Sheinbaum foi secretária do Meio Ambiente da Cidade do México quando López Obrador foi prefeito, de 2000 a 2005.
Mais tarde, foi prefeita da Cidade do México de 2018 até o início deste ano, quando deixou o cargo para concorrer à presidência.
“As meninas veem em mim um exemplo”, disse Sheinbaum à revista Gatopardo. “Ser a primeira mulher presidente seria histórico em nosso país”.
As pesquisas mais recentes mostram Sheinbaum como favorita, em parte pelo fato de López Obrador ter um índice de aprovação de mais de 60%. Ele é obrigado pela Constituição a deixar o cargo após um único mandato de seis anos.
Mas Gálvez, uma senadora com origens indígenas, vai tentar derrotar Sheinbaum.
A candidata da oposição veste roupas tradicionais, usa linguagem informal e é frequentemente vista andando de bicicleta pela Cidade do México.
Ela é descrita como dona de um raciocínio rápido e com um comportamento prático que a torna popular entre muitos jovens mexicanos da classe trabalhadora.
Gálvez entrou repetidamente em confronto com o atual presidente sobre questões como os elevados níveis de violência no México, afirmando que “são necessários ovários” para enfrentar o crime organizado.
Ele a acusou de ser a candidata dos ricos, dos “oligarcas” e dos “conservadores”.
Horas antes do anúncio da nomeação de Sheinbaum, seu rival mais próximo, o ex-ministro das Relações Exteriores Marcelo Ebrard, disse que a votação foi contaminada por irregularidades e pediu uma nova rodada de votos.
Mas líderes partidários foram rápidos em defender o processo.
“Não há nenhum incidente que tenha afetado o resultado final”, disse Alfonso Durazo, presidente do conselho nacional do Morena, segundo a agência de notícias AFP. “O resultado desse processo é definitivo”.
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