Censo Escolar 2022 mostra alta de matrículas na rede privada após a pandemia


De 2021 a 2022, setor registrou aumento de 10,6% na taxa de alunos da educação básica; no mesmo período, houve incremento de 714 mil novos estudantes em todo o país

LEANDRO FERREIRA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDOProfessora dá aula presencial para crianças
Ddados da rede privada mostram que o setor chegou ao nível próximo do observado antes da pandemia de Covid-19

Escolas da rede privada de educação básica registraram aumento de 10,6% na taxa de matrículas no último ano. Os dados são do Censo Escolar 2022, divulgado nesta quarta-feira, 8, pelo Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Segundo o levantamento da educação básica, foram registrados 47,4 milhões de estudantes em 178,3 mil escolas de educação básica em todo o país. De 2021 a 2022, houve um aumento geral de 714 mil alunos a mais, o que representa alta de 1,5%. Os dados da rede privada mostram que o setor chegou ao nível próximo do observado antes da pandemia de Covid-19. Em 2019, por exemplo, foram mais de 9,1 milhões de matrículas nos colégios particulares. Em 2022, foram pouco mais de 9 milhões. “As matrículas subiram 1,5% no último ano e a pesquisa revela uma retomada de patamares observados antes da pandemia, mas são grandes os desafios para alcançarmos uma educação de qualidade para todos e todas. Precisamos garantir que crianças e jovens frequentem as escolas. É um desafio. E são os dados que vão nos permitir construir as estratégias para estados e municípios. Para nós o regime de colaboração é essencial para o sucesso dos projetos que estamos traçando para a educação”, disse o ministro da Educação, Camilo Santana, durante a apresentação.

Em números, os dados do MEC mostram também um crescimento em 2022 das matrículas em creches, sendo que a taxa havia recuado entre 2019 e 2021. Na comparação com o ano anterior, o registro dos alunos teve aumento de 8,9% na rede pública e de 29,9% na rede privada, ultrapassando o observado no período pré-pandemia em ambas as redes. Ainda na educação infantil, as matrículas na pré-escola também aumentaram, com crescimento de 3,9% do total de matriculados na etapa. No ensino fundamental, a rede municipal é responsável pela oferta de vagas para 69,3% dos alunos, o o que corresponde a 85,5% da rede pública. Já as escolas privadas, que tiveram crescimento de 5,3% entre 2021 e 2022, representam 18,9% dos estudantes. No Ensino Médio, houve no último ano aumento de 1,2% nas matrículas. A rede estadual corresponde a 84,2% de participação, atendendo 6,6 milhões de alunos. A rede federal participa com 232 mil alunos, com 3% do total; e a rede privada possui cerca de 971,5 mil matriculados.  A divulgação dos resultados aconteceu na sede do Inep, em Brasília, com a presença do presidente da autarquia, Manuel Palácios, e do diretor de Estatísticas Educacionais do Instituto, Carlos Eduardo Moreno. Também participou do encontro a secretária-executiva do MEC, Izolda Cela, e as secretárias de Educação Básica e de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão, Kátia Schweickardt e Zara Figueiredo, respectivamente.





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