Um ano antes da eleição, 87% dos eleitores de SP têm intenção de votar


Mais de 80% dos paulistas pretende ir às urnas
Reprodução/TRE-RN

Mais de 80% dos paulistas pretende ir às urnas

Faltando apenas um ano para as eleições municipais de 2024, quase metade dos eleitores paulistas declaram ter interesse “alto” ou “muito alto” pela política.

No sentido contrário, o grupo que declarou ter um interesse “muito baixo” ou “nenhum interesse” por política representa menos de 25% do total.

Além disso, 87% atestam a intenção de ir votar no pleito de 2024, enquanto 10% não pretendem ir às urnas e 3% não responderam ou não souberam responder. 

Os dados são de uma pesquisa realizada pela APPC Consultoria e Pesquisa, em parceria com o consultor eleitoral Wilson Pedroso. Foram ouvidos 1.015 moradores de 236 municípios do estado de São Paulo entre 9 e 15 de setembro deste ano.

“A política tomou conta do cotidiano das pessoas, elas estão falando mais sobre o assunto. Todos esses fatores devem ser observados pelos futuros candidatos. Um eleitor que se interessa e se informa, tem melhores condições de escolher e exercer o direito ao voto”, destaca Wilson Pedroso, consultor eleitoral e analista político.


A pesquisa também mostra uma tendência de crescimento do interesse por questões políticas: 45% dos eleitores declararam que seu interesse pelo tema aumentou nos últimos dez anos, enquanto para 26,7%, diminuiu. 

Outros 27% não expressaram mudanças no seu nível de interesse. No que diz respeito a debates políticos, a maior parte dos entrevistados (61%) disse que “sempre” ou “quase sempre” conversa sobre política com amigos e parentes.

A pesquisa também mapeou os meios que as pessoas mais usam para se informar sobre política, com mais de uma opção de resposta. Os portais de internet e sites de notícias são os meios mais comuns para se informar sobre política, com 45,7% de menções espontâneas.

Em segundo lugar, a televisão foi mencionada por 39%, seguida pelas redes sociais, com 29,2%. A televisão é mais presente entre as pessoas mais velhas, entre 45 e 59 anos (47%) ou 60+ (46,2%). As redes sociais são mais mencionadas por jovens de 16 a 24 anos (38%).

“O grande desafio para os candidatos será montar equipes profissionais para garantir que sua comunicação chegue aos diversos públicos de maneira eficaz em um curto espaço de tempo. Neste sentido, o amadorismo nas campanhas eleitorais pode sair muito caro para quem pretende ser competitivo”, conclui Hilton Cesario Fernandes, cientista político e diretor de pesquisas da APPC.



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