O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, durante um discurso à nação em 4 de março de 2025
Chegamos ao final da guerra Rússia x Ucrânia. Os termos de um futuro acordo
de paz já estão sendo desenhados, com Trump como o seu grande artífice.
O presidente norte-americano já havia se encontrado com Vladimir Putin, sem
a presença de seu par ucraniano Volodomyr Zelensky. Ali já estava claro que a
Ucrânia não era vista como uma nação de primeira grandeza, como um
personagem relevante no tabuleiro da geopolítica.
A pá de cal veio há pouco tempo quando, finalmente, os líderes dos EUA e
Ucrânia se encontraram. Como um adolescente rebelde, Zelensky se queixou e
pediu por mais ajuda e Trump, como se fosse seu pai, afirmou que ele era um
mal-agradecido por já ter recebido tanta ajuda e ainda se queixar.
Hoje, decorridos três anos do início do conflito, fevereiro de 2022, está claro
que a Ucrânia foi enganada e deixou-se enganar.
Foi enganada especial pelo ex-presidente norte-americano Joe Biden e
lateralmente também por Macron e outros líderes do ocidente que
convenceram Zelensky sobre a necessidade e utilidade de uma base da OTAN
em terras ucranianas.
O presidente ucraniano, ex-ator e inexperiente em temas políticos de maior
relevo, não teve a malícia e o tirocínio necessários para avaliar a situação com
mais isenção, objetividade e senso de consequência.
Ter um vizinho como a Rússia já é naturalmente uma complicação. Se o líder
russo acredita que o país vizinho é uma extensão das terras russas, essa
complicação aumenta.
Considerando, por fim, terem os russos o maior arsenal de armas nucleares do
mundo…se conclui não ser uma boa ideia querer resolver qual tipo de refrega
com os russos de modo bélico ou militar.
Zelensky foi ingênuo, arrogante, auto-confiante demais e, claro, avaliou mal
tanto a ajuda que iria receber do ocidente quanto o tempo que o conflito iria
durar.
E justamente o tempo trabalhou a favor dos russos que, ao invadirem o
território ucraniano, circunscreveram o campo de batalha à Ucrânia e puderam,
assim, desgastar as forças ucranianas e a própria população local.
A Ucrânia, agora, deve perder território, arcar com os custos de sua própria
reconstrução e, por fim, assistir Vladimir Putin sair dessa guerra como o grande
vitorioso.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal iG
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