Sylvinho, de execrado no Corinthians a técnico-sensação na Europa


Sylvinho dá instruções aos jogadores durante a vitória da Albânia sobre a República Tcheca
Foto: Armando Babani/Getty Images

Sylvinho dá instruções aos jogadores durante a vitória da Albânia sobre a República Tcheca

Qual o treinador brasileiro que tem seu nome na boca dos europeus? Fernando Diniz? Tite? Nada disso. O cara do momento é Sylvinho. Aquele mesmo que a Fiel, quando ele comandava o Corinthians, pressionou pela sua saída, até conseguir. Atualmente, Sylvinho treina a modestíssima seleção da Albânia. Entretanto, em apenas seis jogos acabou com a desconfiança de todos. Sua última façanha: a Albânia fez 3 a 0 na República Tcheca e praticamente garantiu a classificação albanesa para a fase final da Euro.

Com o triunfo, seu time foi aos 13 pontos, na liderança do Grupo E, contra 9 da vice-líder Pôlonia e oito de Moldávia e República Tcheca. Restam dois jogos para cada seleção e a Albânia precisa de apenas mais dois pontos para carimbar a vaga. Enfrentando Moldávia, fora, e a eliminada Ilhas Faroe em casa, uma das duas vagas em jogo está nas duas mãos. E não é por acaso que a torcida está eufórica.

“Demos um passo importante. Mas todos sabemos e temos consciência de que não acabou a fase de grupos. Sempre avisei que tudo se decide em novembro”, disse Sylvinho ao “SuperSport” (da Albânia), lembrando que ainda faltam os dois jogos do próximo mês para a fase de grupos encerrar e sua seleção, enfim, se classificar.

Sylvinho, da desconfiança à exaltação

Sobre o jogo, Sylvinho explicou que a Albânia atuou de forma recuada e esperou o melhor momento para avançar. Assim, quando o placar estava 1 a 0 e os tchecos tiveram um expulso, Sylvinho sentiu que o time rival buscaria o empate e deixaria espaços. Foi assim que a Albânia fez mais dois gols na etapa final.

“Fizemos muitas transições, então o jogo ficou muito aberto para nós. Não tinha outra escolha. Ele ficaram com dez, não tinham nada a perder e foram para a frente. No intervalo, disse aos jogadores que o jogo deveria ser melhor administrado por nós. Afinal, temos uma equipe de transição. Bajrami, Muçi, Seferi, Uzuni não são para segurar a bola, querem ir para o meio campo do adversário e atacar”.

Sylvinho chegou em janeiro. A primeira coisa que fez foi se fixar no país, alugando uma casa para morar em Tirana, capital do país. Queria estar full time analisando os jogadores locais e aqueles que jogavam em outros países (que é quase toda a seleção, 22 de 23 convocados jogam fora do país). Feito o raio-X, ele buscou formar o melhor elenco possível.

“A comunicação com os jogadores é muito importante. Converso e acompanho muitos deles desde o meu primeiro dia aqui. Acho que é importante”, frisou.

Pés no chão e muito trabalho

O momento albanês é mágico. Mas Sylvinho sabe que o futebol é cíclico. E que os elogios de hoje podem virar as críticas de amanhã. Mas ele assegura: não vai faltar esforço dele e do grupo para alcançar o sucesso e chegar o mais longe possível. Eles querem a vaga para a Euro e lutam para buscar a classificação para a primeira Copa do Mundo.

“Eu acredito no trabalho. Você sabe que no futebol você trabalha e trabalha, mas chega um momento em que as coisas não vão bem. Aqui está o ambiente em que você acredita, é construir um ambiente saudável para criar futebol até para quem está fora do time. Meus jogadores entenderam que é um grupo, nós somos um. Todos sabem que se houver uma oportunidade de avançar, será em grupo”.

Sylvinho assumiu em janeiro. Logo na estreia, supreendeu. A Albânia visitou a forte Polônia. Perdeu por 1 a 0, mas com quase a mesma posse (45%), finalizações (5 a 3) e bom futebol. Depois disso, soma um empate e quatro vitórias, incluindo a forra contra os poloneses, em casa (2 a 0) e dando show.

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