Por que o MBL escolheu o nome Missão para o seu partido?


MBL lançou nome do partido que quer criar
Divulgação/MBL

MBL lançou nome do partido que quer criar

No último final de semana, o MBL surpreendeu ao anunciar o partido que planeja criar: “Missão”. A decisão gerou debates e questionamentos a não escolha do Movimento Brasil Livre, marca reconhecida por muitos, para lançar outro nome.

Igor Russo, coordenador do movimento, explicou para coluna Panorama o raciocínio por trás dessa escolha e detalhes sobre a nova empreitada política.

Segundo Russo, a opção por “Missão” se deve ao fato de o partido ter um novo Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e reflete a missão que os membros do MBL têm em mente para tirar o partido do papel. A ideia é que o nome simbolize a determinação e o propósito de seus integrantes em concretizar essa nova fase da organização política.

Além disso, a escolha do nome “Missão” segue a tendência atual de nomes partidários adotada por siglas como “Podemos,” “Cidadania” e “Rede”, fugindo de palavras ideológicas como “Liberal”, “Social”, entre outras.

O mascote escolhido para representar o partido é a onça, um felino das Américas. As cores amarela e preta foram escolhidas por sua relação com o animal e por serem as cores características da onça.

A decisão de adotar essas cores levou a uma curiosa observação de Russo: “Também tem um pouco de sacro império romano germânico”, explicou.

No entanto, nem todos receberam a notícia da criação do partido “Missão” com otimismo. Alguns adversários sugerem que o MBL pode não ter força suficiente para manter o partido e que este poderia se tornar uma sigla nanica, sem grande impacto político. A comparação com o partido “Novo,” que impôs um rigoroso processo seletivo para filiação e não conseguiu expandir sua presença pelo país, foi levantada.

Em resposta a essas críticas, o MBL argumenta que a situação é diferente. “O movimento já conta com representantes no interior de São Paulo e em outros estados, mesmo antes da oficialização do partido. Essa expansão territorial vem sendo desenvolvida ao longo dos últimos três anos, graças à Academia MBL”, relatou Russo.

“Além disso, o movimento está construindo a parte ideológica e intelectual do partido por meio de sua revista física, ‘Valete’, e pretende sintetizá-la em um livro intitulado ‘Livro Amarelo’”, completou.

O objetivo do MBL é conquistar 500 mil assinaturas, criar o partido “Missão” e disputar a corrida eleitoral de 2026. Um dos sonhos do movimento é ter um candidato à Presidência da República, apesar de não ser a principal prioridade.

Em relação às eleições de 2024, membros do movimento concorrerão por outros partidos. O deputado federal Kim Kataguiri, por exemplo, trabalha para ser o candidato a prefeito de São Paulo pelo União Brasil.



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