Multidão invade delegacia, agride e coloca fogo em detido no AM

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População na frente da delegacia, de onde homem foi retirado e morto
Reprodução/redes sociais

População na frente da delegacia, de onde homem foi retirado e morto

Um homem suspeito de assassinar a companheira e esfaquear a filha dela foi linchado, queimado e morto por uma multidão neste sábado (02), no município de Tonantins, interior do Amazonas. A população invadiu a delegacia e o retirou de dentro de uma cela.

Segundo testemunhas ouvidas pelo portal Fato Amazônico , o suspeito, identificado como José Andrei de Matos Rodrigues, de 36 anos, havia acabado de ser  preso e levado algemado à 54ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP).

Linchamento

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que o homem chega na delegacia, após ser preso por policiais. Neste momento, a multidão começa a chegar no local e se aglomera do lado de fora, gritando ameaças a ele.

Outras imagens mostram pessoas encapuzadas pulando o muro da delegacia e, em seguida, espancando o suspeito com pedaços de madeira, no pátio do local. O portal iG optou por não compartilhar as imagens fortes.

Em um vídeo, um policial aparece dizendo “leva ele lá”, em referência a não cometerem o crime no espaço da delegacia. Ainda não está claro o nível de resistência dos agentes em entregar o homem.

Em determinado momento, uma pessoa derrama um líquido inflamável sobre o corpo da vítima, que é arrastada para fora da unidade. Os agressores colocaram fogo nele na frente da multidão, que comemorou.

Feminicídio

O homem era suspeito de assassinar a companheira, identificada como Valdilene da Silva Prestes, de 44 anos. A polícia encontrou a vítima morta com marcas de facadas na cabeça e sinais de asfixia.

O crime de linchamento e assassinato público será investigado pela Delegacia Geral da Polícia Civil do Amazonas.

Para reforçar a segurança na cidade, a Polícia Militar também informou ao g1 que enviou um efetivo do Batalhão de Choque, que permanecerá no município até que a ordem seja restabelecida.

O Portal iG entrou em contato com a Polícia Civil do Amazonas para comentar o caso A reportagem será atualizada assim que tivermos resposta.

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IG Último Segundo