Irã executa outras duas pessoas relacionadas a protestos; ONU critica ação e União Europeia pede fim das sentenças


Mohammad Mahdi Karami e Seyyed Mohammad Hosseini foram condenados pelo assassinato de um paramilitar durante atos pela morte de Mahsa Amini

EFE/EPA/MICHAEL BUHOLZERProtesto no Irã
Manifestação em solidariedade aos protestos no Irã e em homenagem aos manifestantes supostamente mortos pelo governo iraniano

Autoridades do Irã anunciaram neste sábado, 7, a execução por enforcamento de dois homens condenados pelo assassinato de um paramilitar durante os protestos desencadeados pela morte de Mahsa Amini, uma mulher curda de 22 anos que foi presa por violar o código de vestimenta, que inclui o uso do véu. “Mohammad Mahdi Karami e Seyyed Mohammad Hosseini, os principais autores do crime que levou ao martírio de Ruhollah Ajamian, foram enforcados na manhã deste sábado”, informou a Mizan Online, agência de informações do Judiciário. A condenação dos executados pelo Tribunal de primeira instância aconteceu em 4 de dezembro e a sentença confirmada em 3 de janeiro pela Suprema Corte do Irã, processo descrito como “acelerado” pelas ONGs de defesa dos direitos humanos. A decisão do governo iraniano também foi condenada por órgãos internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU) que criticou a ação que elevou para quatro o número de execuções desde o início dos protestos, em meados de setembro.  A União Europeia também ficou “consternada” com as execuções, disse em nota Nabila Massrali, porta-voz do chefe da diplomacia do bloco, o espanhol Josep Borrel. “[A União Europeia] apela mais uma vez às autoridades iranianas para que ponham imediatamente fim à prática altamente condenável de emitir e executar sentenças de morte contra manifestantes”, completou a porta-voz. Segundo contagem da AFP, desde o início das manifestações, o tribunal iraniano condenou à morte 14 pessoas ligadas a estes protestos. Destas, quatro foram executadas, duas receberam a confirmação da sentença pelo Supremo Tribunal Federal, seis aguardam novo processo e duas podem recorrer da decisão. Ativistas afirmam que outras dezenas de pessoas enfrentam acusações que podem levar à pena de morte.

*Com informações da Agence France-Presse





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