Homem-bomba deixa seis mortos em tradicional escola no Paquistão


Vários funcionários retiram escombros após um ataque suicida ocorrido durante a oração de sexta-feira na escola corânica de Akora Khattak, a leste de Peshawar, em 28 de fevereiro de 2025, no Paquistão
Abdul MAJEED

Vários funcionários retiram escombros após um ataque suicida ocorrido durante a oração de sexta-feira na escola corânica de Akora Khattak, a leste de Peshawar, em 28 de fevereiro de 2025, no Paquistão

Abdul MAJEED

A ação de um homem-bomba deixou, nesta sexta-feira (28), seis mortos na histórica escola corânica dos talibãs no Paquistão, incluindo o diretor dessa instituição, frequentada há décadas pelos mais altos dirigentes talibãs paquistaneses e afegãos.

Em Cabul, o porta-voz do ministério afegão do Interior, dirigido por um ex-aluno desta madraça (escola muçulmana), “condenou com veemência” o ataque, que atribuiu a “gente do [grupo jihadista] Estado Islâmico” (EI).

Paquistão e Afeganistão se acusam mutuamente de ajudar o EI, mas este ataque ainda não foi reivindicado.

O diretor da escola, “Hamid ul-Haq Haqqani, morreu […] a polícia científica está investigando a cena do crime e os primeiros resultados indicam um atentado suicida”, declarou à AFP Abdul Rasheed, chefe da polícia do distrito onde se encontra a “Darul Ulum Haqqania”.

A explosão deixou “seis mortos, além do homem-bomba, e 16 feridos, três dos quais estão em estado crítico”, disse à AFP Abdul Rasheed. “Um cidadão afegão está entre os mortos”, acrescentou.

Noor Ali Khan, oficial de polícia, falou por sua vez de uma “explosão potente” ocorrida no final da grande oração semanal muçulmana nessa instituição da cidade de Akora Khattak, localizada 110 quilômetros a noroeste de Islamabad, e frequentada durante o ano todo por centenas de alunos.

“A explosão veio da primeira fila”, a mais próxima ao imã, continuou.

Vários funcionários retiravam vidros quebrados e era possível ver um manchas de sangue em um dos tapetes, perto de onde o imã normalmente se coloca para seu sermão.

O primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif e seu ministro do Interior, Mohsen Naqvi, condenaram o ato como um “terrorista”.

A escola corânica de Akora Khattak se tornou, ao longo das décadas, o símbolo dos talibãs e de sua visão ultraconservadora do islamismo.



IG Último Segundo