‘Grande preocupação’ do Brasil com a situação na Venezuela (Itamaraty)

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Presidente venezuelano Nicolás Maduro toma posse em Caracas, em 10 de janeiro de 2025
JUAN BARRETO

Presidente venezuelano Nicolás Maduro toma posse em Caracas, em 10 de janeiro de 2025

Juan BARRETO

O Brasil expressou neste sábado(11) sua “grande preocupação” com “denúncias de violações de direitos humanos a opositores” do governo venezuelano, um dia após o presidente Nicolás Maduro tomar posse para um terceiro mandato.

“O governo brasileiro deplora os recentes episódios de prisões, de ameaças e de perseguição a opositores políticos”, diz a nota.

A reeleição de Nicolás Maduro em julho de 2024 é questionada pela oposição, que denunciou fraudes na votação e reivindicou a vitória de seu candidato Edmundo González Urrutia, que acabou sendo forçado ao exílio mais tarde.

O Brasil não reconheceu oficialmente a vitória do presidente socialista e solicitou a apresentação da ata da eleição, que nunca foi tornada pública.

O governo do presidente de esquerda de Luiz Inácio Lula da Silva, no entanto, enviou um representante — seu embaixador em Caracas — à posse de Maduro.

“O Brasil exorta, ainda, as forças políticas venezuelanas ao diálogo e à busca de entendimento mútuo, com base no respeito pleno aos direitos humanos com vistas a dirimir as controvérsias internas”, afirmou o Itamaraty em nota.

Na sexta-feira, Lula e seu colega francês, Emmanuel Macron, pediram que Maduro “retomasse o diálogo com a oposição”.

Brasília anunciou na noite de sexta-feira que a fronteira entre Brasil e Venezuela estava fechada até segunda-feira, por decisão das autoridades venezuelanas.

O governo de Maduro também fechou a fronteira com a Colômbia na manhã de sexta-feira, citando uma “conspiração internacional para perturbar a paz dos venezuelanos”.

Alfredo Romero, presidente da ONG Foro Penal, informou na sexta-feira que sua associação registrou “49 prisões por fins políticos na Venezuela” desde o início do ano.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, que acompanha a situação no país sul-americano “com grande preocupação”, pediu a libertação de todos os “detidos arbitrariamente”.

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