Governo diz ter seis aviões para resgate de brasileiros em Israel


Avião da FAB
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Avião da FAB

O comandante da Aeronáutica, Marcelo Damasceno, informou, neste domingo (8), que o governo brasileiro vai disponibilizar seis aeronaves para o resgate de brasileiros que vivem em  Israel, na Faixa de Gaza
e demais países do Oriente Médio. 

A lista de pessoas que serão repatriadas ainda está sendo fechada, mas ele adiantou que o primeiro voo chegará no Brasil entre segunda e terça-feira. 

“Temos seis aeronaves prontas, com médicos e psicólogos”, afirmou Damasceno.

Uma aeronave com capacidade para 230 passageiros sairá de Natal para Tel-Aviv, capital de Israel, com parada em Roma, já neste domingo. 

Ao lado do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, o comandante participou da primeira parte de uma reunião de coordenação do governo sobre o conflito entre Israel e Palestina.

Além deles, estiveram presentes o assessor para assuntos internacionais do Palácio do Planalto, Celso Amorim, e a ministra interina das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha.

O território próximo à Faixa de Gaza sofreu um bombardeio de mais de cinco mil foguetes neste sábado (7). Com isso, Israel retaliou o território palestino e promete escalar as tensões com mais conflitos nos próximos dias. 

O Ministério das Relações Exteriores, por meio da Embaixada em Tel Aviv e do Escritório de Representação em Ramalá, informou neste sábado (7) que tem acompanhado a situação das comunidades brasileiras em  Israel e na Palestina.

Ao todo, cerca de 14 mil brasileiros residem em Israel e 6 mil na Palestina. Segundo o Itamaraty, no entanto, a grande maioria deles vive fora da área afetada pelos ataques.

Em nota divulgada no último sábado, o Itamaraty informou que está monitorando 90 cidadãos nacionais, dos quais 30 na Faixa de Gaza e outras 60 pessoas em Ascalão e outras localidades na zona de conflito.

Neste domingo, o Conselho de Segurança da ONU, convocado pelo Brasil, se reunirá em caráter de emergência. O órgão é composto por cinco membros permanentes e com direito a veto: Estados Unidos, Rússia, França, Reino Unido e China.



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