EUA abatem objeto que sobrevoava espaço aéreo do Alasca


Origem do produto ainda é desconhecida, porém, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, John Kirby, garantiu que é diferente do ‘balão espião’ da China

ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP
O coordenador do Conselho de Segurança Nacional para Comunicações Estratégicas, John Kirby, fala durante a coletiva de imprensa diária na Sala Brady da Casa Branca em Washington

Os Estados Unidos abateram nesta sexta-feira, 10, um objeto que sobrevoava o espaço aéreo do Alasca. Ainda não se tem mais informações sobre o que era, porém, o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, John Kirby, informou que a autorização veio do presidente norte-americano, Joe Biden. “O presidente ordenou às forças militares que derrubassem o objeto”, declarou, acrescentando que o incidente aconteceu por volta das 19h30 (16h30 no horário de Brasília). Segundo informações iniciais, o objeto era do tamanho de um “pequeno veículo” e não se sabe se pertencia a uma nação, explicou Kirby em entrevista coletiva. No entanto, em princípio, o objeto seria diferente do “balão espião” da China que os Estados Unidos derrubaram no último sábado depois de sobrevoar várias partes do país, destacou o porta-voz. Apesar de ainda não saber qual a origem do objeto, nesta semana, o Biden não exitou em falar que vai proteger a soberania do seu país. “Mas não se enganem: como deixamos claro na semana passada, se a China ameaçar nossa soberania, vamos agir para proteger nosso país. E foi o que fizemos.”, disse se referindo ao ocorrido no sábado passado.

Nesta semana, o Departamento de Estado dos EUA, afirmou que imagens dos aviões-espiões U2 revelam que o balão chinês estava indubitavelmente equipado com dispositivos para coletar informações de inteligência e não meteorológicas. De acordo com um alto funcionário, os registros mostram que o equipamento do balão “era claramente para a vigilância de inteligência e era inconsistente com o equipamento encontrado nos balões meteorológicos” e que ele “tinha múltiplas antenas para incluir uma matriz provavelmente capaz de coletar e geolocalizar comunicações”, assinalou o Departamento em nota oficial. “Estava equipado com painéis solares suficientemente grandes para produzir a energia necessária para operar múltiplos sensores ativos de coleta de dados de inteligência”, detalhou o funcionário, sob condição de anonimato.

*Com informações de agências internacionais 





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