Enviado do papa Francisco pede libertação de manifestantes presos em Cuba


Declaração ocorre durante visita do representante da Igreja Católica à ilha comunista e após críticas dos movimentos de Direitos Humanos dos EUA e da UE

REUTERS /Alexandre Meneghini/PiscinaEnviado papal e cardeal Beniamino Stella cumprimenta o presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel, durante um evento na Universidade de Havana para comemorar o 25º aniversário da visita do Papa São João Paulo II a Cuba, em Havana, Cuba, em 8 de fevereiro de 2023
Enviado papal e cardeal Beniamino Stella cumprimenta o presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel, durante um evento na Universidade de Havana para comemorar o 25º aniversário da visita do Papa São João Paulo II a Cuba, em Havana, Cuba, em 8 de fevereiro de 2023

O enviado do Papa Francisco à Cuba, o cardeal Beniamino Stella, falou em Havana que uma possível anistia para os prisioneiros detidos em Cuba após protestos antigovernamentais em julho de 2021 está na mesa de discussão, mas  que a decisão não depende da Igreja Católica Romana. Stella faz uma longa visita na ilha caribenha desde janeiro e disse em entrevista, após discursar na Universidade de Havana, que o Vaticano havia levantado o tema de uma potencial anistia para prisioneiros em diversas ocasiões. “O papa deseja muito que haja uma resposta positiva, como se chame, anistia, clemência. A palavra é secundária, mas é importante que os jovens que manifestaram seu pensamento da forma que sabemos possam voltar às suas casas”, declarou. A fala do cardeal ocorre em meio a críticas de movimentos dos direitos humanos dos Estados Unidos e da União Europeia à Cuba depois da prisão de centenas de manifestantes em 11 de julho de 2021 – as maiores manifestações ocorridas em Cuba desde revolução de 1959, comandada pelo ex-líder Fidel Castro. Procurado, o governo cubano ainda não se manifestou sobre as declarações do cardeal Beniamino Stella.

*Com informações do repórter Victor Hugo Salina





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