Embalsamadora é acusada de castrar morto condenado por abuso


Funcionária de funerária corta órgão sexual de morto que tinha sido condenado por abuso
Reprodução/Fox 26

Funcionária de funerária corta órgão sexual de morto que tinha sido condenado por abuso

A embalsamadora Amber Paige Laudermilk, de 34 anos, foi presa após castrar o cadáver de Charles Roy Rodriguez, um condenado por crimes sexuais em Houston, nos Estados Unidos . As informações são da Fox.

O incidente ocorreu em 7 de fevereiro de 2025, no Memorial Mortuary and Crematory, onde Amber trabalhava. Segundo os documentos judiciais, quando o corpo de Rodriguez chegou à funerária, o gerente informou os funcionários sobre seu histórico criminal –  ele foi condenado a 10 anos de prisão por abusar de uma mulher em 2001, e faleceu em janeiro de 2025 no hospital, de causas naturais.

Em seguida, o cadáver foi encaminhado para o embalsamento, que seria realizado pela funcionária.

De acordo com documentos judiciais, Amber mutilou o órgão sexual do cadáver e o colocou na boca dele. O ato foi testemunhado por uma estudante de embalsamamento presente na sala. Após o ocorrido, a mulher teria ameaçado a estudante, e a pediu para ficar em silêncio.

A funcionária foi formalmente acusada de abuso de cadáver, uma ofensa considerada crime de cárcere estadual no Texas, com pena de seis meses a dois anos de prisão e multa de até US$ 10.000. Ela se entregou às autoridades e teve sua fiança estabelecida em US$ 5.000. 

Além disso, a licença de embalsamadora de Amber foi suspensa. Ela está proibida de exercer a profissão enquanto o caso estiver em andamento. A próxima audiência está agendada para o dia 13 de maio.

“Caso sobre duas pessoas problemáticas”, diz xerife

Em entrevista sobre o caso, o xerife Alan Rosen, do Departamento de Polícia do Condado de Harris enfatizou a importância de tratar todos os falecidos com dignidade e respeito, “independentemente de seu passado.” ​

“Este caso é sobre duas pessoas problemáticas: a vítima que era um criminoso sexual registrado e a ré, que é acusada de atacar violentamente seu cadáver. Não importa o que alguém pense sobre sua vida, a lei exige que ele seja tratado com dignidade na morte”, disse o policial Alan Rosen à Fox 26 Houston.

“Não sei o passado da suspeita, mas temos a maior empatia por qualquer pessoa que tenha sido vítima de agressão sexual ou seja familiar ou amigo de alguém que tenha sido vítima de agressão sexual. Os fatos indicam claramente que ela estava com raiva e espero que, depois que isso for resolvido nos tribunais, ela receba a ajuda de que precisa”, acrescentou.



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