Casemiro espera adaptar-se rapidamente ao estilo de Diniz


Casemiro destaca aspecto mental de trabalhar com Diniz
Vitor Silva/CBF

Casemiro destaca aspecto mental de trabalhar com Diniz

Fernando Diniz, de fato, já vem incutindo sua mentalidade de jogo nos jogadores da Seleção Brasileira. No segundo dia de treinos em Belém, visando os jogos contra Bolívia e Peru, pelas Eliminatórias da Copa de 2026, os jogadores já vêm sentindo as diferenças no estilo tático e na mentalidade. O volante Casemiro é um deles, embora admita que precisa se encaixar rapidamente a este estilo. Ele, entretanto, vê positivamente a filosofia do técnico.

“Cada treinador tem seu estilo. O Diniz já está se comunicando com a gente, conversando, por meio de vídeos, como ele gosta de jogar. Já temos uma base por termos jogado uma Copa do Mundo juntos, com o Tite, então tudo é adaptação. O Diniz tem um jeito diferente de jogar, mas o conceito do futebol, que o Diniz até vem nos passando, é o da alegria. Desfrutar dentro de campo é um dos ensinamentos mais legais que ele vem nos dando”, afirma.

Questionado sobre a Seleção não ter tido um psicólogo anteriormente, e por Diniz trabalhar também nesta função, Casemiro afirmou que o aspecto mental do treinador é importante. Mas tomou cuidado para não tecer comparações que pudessem depreciar o antigo comandante:

“Não só o jogador, mas acho que todo ser humano precisa de um psicólogo. O Diniz sabe lidar com o ser humano, mas são características. O Tite não era formado em Psicologia, mas a experiência já fala por si. Acho que é importante ter esse diálogo do aspecto mental, mas tudo é estilo e o Tite também destacava essa coisa do ‘mentalmente forte’”.

Veja outros pontos da coletiva de Casemiro:

Novo ciclo da Seleção

É uma coisa que o Diniz vem pedindo, que o brasileiro volte a ligar a TV e assistir à Seleção. E é importante ver o carinho de Belém por nós e pela Seleção. É importante ver esse lado, mas temos que nos readaptar rapidamente”.

Bolívia, o primeiro adversário

“Sinceramente, ainda não vimos muito sobre eles pois ainda estamos vendo o jeito de jogar do Diniz. Porque é um treinador novo, então estamos mais focados nisso. Mas é claro que, chegando mais perto do jogo, mudaremos o foco para a Bolívia, sem dúvida”.

Diniz ‘interino’ ou Ancelotti?

“Quando o Ramon me ligou, eu disse a ele que não iria tratá-lo como interino, mas como se já fosse o treinador da Copa do Mundo. Então, esse respeito já existia. Com o Diniz, meu pensamento é o mesmo. Sobre o Ancelotti, a gente sabe das notícias que vocês sabem, mas ele tem contrato com o Real Madrid. Então, seria uma falta de respeito falar dele. Respeitamos o Diniz como se fosse o treinador definitivo para a Copa.

Primeiro volante que joga como zagueiro?

“É claro que a forma de jogar dele (Diniz) é assim, com certeza ele conversou comigo. Foi assim no São Paulo e no Fluminense, ter essa variedade no campo. Estamos treinando isso, também, essas coisinhas. O mais importante é se adaptar rapidamente. Não posso falar muita coisa (risos)”.

Jogo posicional ou de movimentação?

Sem dúvida, é uma das características do Diniz, essa movimentação. Acho que a grande virtude dos grandes jogadores é essa, a adaptação. Se for essa minha função dentro de campo, estou disponível. Fico muito feliz em representar o Brasil, é o sonho de qualquer jogador. É claro que não vamos ficar dando armas aos adversários, mas vamos fazer o que ele pedir.

Maiores desafios da Eliminatória

“É lógico que a Bolívia é a primeira preocupação. A dificuldade já começa aí. Para pensar em uma Copa do Mundo no Hexa, não tem como não pensar nesse primeiro jogo. Temos que pensar em uma partida de cada vez para chegar bem ao Mundial. Vencer a Bolívia, depois o Peru, são nossas maiores expectativas. Nossa busca, obviamente, é pela classificação”.

Legado de Tite

“Infelizmente, no futebol, você é o melhor se ganha e o pior se perde. Tite pegou a Seleção fora da zona de classificação à Copa do Mundo de 2018, nos levou à Copa. Ganhamos uma Copa América e chegamos à final de outra. Ele reatou a esperança do Brasil de ganhar uma Copa, infelizmente não ganhamos. Fizemos ótimas Eliminatórias na Copa passada… Mas ele fez ótimos trabalhos, soube se comportar com grandes jogadores, assim como muitas outras virtudes.

Torcida de Belém

“Sem dúvida, é muito legal. Agradeço abertamente, está sendo incrível o ambiente, dá para ver o carinho de todos por nós. É claro que o Neymar é o mais querido, mas todos tem um carinho excepcional por todos. Voltar aqui é muito bacana, a gente sabe que tem dificuldades, até pela distância e pelo calor, mas vale muito a pena. As pessoas correm atrás do ônibus, nos esperam na porta do hotel. É por pessoas assim que ficamos felizes de vestir a Amarelinha, são eles que nos inspiram”.

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