Câmara do Rio avança em projeto de Guarda Municipal armada


Câmara do rio avança em projeto de Guarda Municipal armada.
Guarda Municipal do Rio de Janeiro

Câmara do rio avança em projeto de Guarda Municipal armada.

Na noite de terça-feira (01), a Câmara do Rio aprovou, em primeira discussão, o Projeto de Emenda à Lei Orgânica Municipal (PELOM 23/2018) que autoriza a Guarda Municipal a utilizar arma de fogo e a atuar em ações de segurança pública, policiamento ostensivo, preventivo e comunitário, após treinamento específico.

A proposta, que permite o uso de armas de menor potencial ofensivo, seguirá para segunda discussão somente após um intervalo mínimo de 10 dias, conforme o Regimento Interno da Casa.

Durante a sessão, o projeto foi apresentado como um avanço para a segurança na cidade, com o autor do substitutivo, Dr. Gilberto (SD), afirmando: “Diante da realidade da nossa cidade, pela primeira vez as ideologias foram deixadas de lado para se pensar na qualidade de vida do cidadão.”

Ele ainda afirma que o projeto é fundamental para garantir a segurança na cidade. “Desde 2018 estamos tentando aprovar essa proposta. Por isso, esta Casa está de parabéns, dando um importante passo para melhorar a qualidade de vida da nossa população”, complementa

O vereador Pedro Duarte (Novo) também destacou a necessidade de equiparar o modelo de segurança adotado por outras grandes cidades, dizendo: “Tenho a convicção de que precisamos fazer como São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba, garantindo uma Guarda Municipal devidamente armada, treinada e qualificada, para que possa prestar um serviço de qualidade para os nossos cidadãos.”

Debates no plenário

A aprovação do projeto gerou debates intensos entre os parlamentares. Críticos, como a vereadora Thais Ferreira (PSOL), ressaltaram os riscos das políticas armamentistas, afirmando: “Eu já fui ambulante e cheguei a ser agredida por agentes do estado. Os dados evidenciam que as políticas armamentistas não elevam a segurança, pelo contrário, colocam os cidadãos em risco.”

Na mesma linha, o deputado Leonel de Esquerda (PT) questionou a preparação dos agentes e defendeu alternativas que priorizem a inteligência e o patrulhamento preventivo, criticando a lógica de “mais guerra, mais medo e menos paz.”



IG Último Segundo