Restam menos de 48h de oxigênio no submarino do Titanic


Restam menos de 24h de oxigênio no submarino do Titanic

Imagem: OceanGate/Divulgação

O Titan, submersível que desapareceu durante passeio turístico no Oceano Atlântico tem menos de 48 horas de oxigênio. Segundo autoridades, o suporte de vida do veículo submarino que visitava os destroços do Titanic durará, no máximo, até a tarde desta quinta-feira (22).

Segundo o site da empresa turística norte-americana OceanGate, o submersível é capaz de transportar até cinco pessoas – sendo um piloto e quatro passageiros. Ele leva consigo ar suficiente para até 96 horas.

Porém, não está claro se, no último domingo (18), o veículo foi lançado ao mar com sua capacidade máxima. O contra-almirante John Mauger, da Guarda Costeira dos EUA, disse em entrevista ao Insider que o oxigênio deve durar entre 70 e 96 horas.

Correndo contra o tempo, as buscas pelo submarino estão em andamento, a cerca de 1.400 km da costa dos Estados Unidos, em uma área com cerca de 13 mil km² – quase duas vezes e meia o tamanho de Brasília – e que tem uma profundidade de cerca de 4 mil metros. Nessa profundidade, a água é quase mil vezes mais densa que o ar.

As equipes de resgate também estão vasculhando a superfície do oceano, para o caso do Titan emergir na água.

É como um elevador, disse diretor de empresa

Feito de fibra de carbono e titânio, o submersível tem 6,7 metros de comprimento, pesa 10 mil quilos e capacidade de carga de até 685 kg. Ele funciona usando quatro propulsores elétricos, atingindo a velocidade de 3 nós – cerca de 5,5 km/hora.

Além disso, chamou a atenção que a operação dele é feita com um controle gamer que lembra o usado no console da PlayStation. O diretor-geral da empresa, Stockton Rush, chegou a afirmar em entrevista que a operação é simples, com apenas um botão. “Deve ser como um elevador, não deve exigir muita habilidade”, disse Rush ao CBS Sunday Morning:

O Titan é um dos três tipos de submersíveis tripulados operados pela OceanGate. Além de passeios turísticos, eles são usados com o intuito de fazer levantamentos e inspeções no fundo do mar. Isso inclui pesquisa, coleta de dados e produção de filmes e documentários.

O desaparecimento do submarino do Titanic

A viagem aos restos do Titanic deveria durar cerca de duas horas e meia. Porém, o veículo perdeu contato cerca de uma hora e 45 minutos após submergir. Anteriormente, este mesmo problema de comunicação já havia ocorrido em outros mergulhos.

Diferentemente de um submarino convencional – veículo este que é totalmente autônomo –, um submersível depende de um “barco-mãe”. Isso significa que ele precisa de apoio da superfície para se comunicar e se guiar no fundo do mar, além do seu lançamento e recuperação.

Por outro lado, ao contrário de outros submersíveis, o Titan emprega um sistema que pode analisar como as mudanças de pressão afetam a embarcação conforme ela mergulha. Esse sistema fornece “detecção de alerta precoce para o piloto com tempo suficiente para interromper a descida e retornar com segurança à superfície”, diz a empresa.

O passeio turístico até o Titanic custa US$ 250 mil dólares por pessoa — cerca de R$ 1,2 milhão na cotação atual. O barco viaja de St. John’s, nos Estados Unidos, até alcançar o local do naufrágio. Em seguida, ele lança o submersível, como visto na animação abaixo.

Entre os passageiros, está Paul-Henri Nargeolet, de 77 anos. Ele é especialista marítimo francês que já fez mais de 35 mergulhos no local do naufrágio do Titanic.

Na lista também está o bilionário britânico Hamish Harding, famoso por bater o recorde mundial de duração mais longa em profundidade total do oceano, em 2021. Ele atravessou a parte mais profunda do Oceano Pacífico em um único mergulho de 4 horas e 15 minutos, ao longo da Challenger Deep, na Fossa das Marianas. O local fica a cerca de 10 mil metros de profundidade.

 

Fonte: Gizmodo