Renault ressuscita o Scenic como um SUV elétrico com célula de combustível de hidrogênio

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A Renault apresentou nesta quinta-feira (19) o projeto do novo Scenic, o Vision, que se tornou agora um SUV elétrico com célula de combustível de hidrogênio. A versão de produção que chegará às concessionárias em 2024 inicialmente só terá o motor a bateria, mas a inclusão da célula de hidrogênio na apresentação foi, na visão da montadora francesa, uma forma de apresentar uma “visão mais ampla” da linha, já assumindo um futuro de médio prazo — a década de 2030 — em que esse tipo de propulsão deverá ser comum. No início do ano, vale lembrar, a Renault já tinha mostrado um teaser do modelo.

Renault/Divulgação

O trem de força do Renault Scenic Vision traz o mesmo motor elétrico de 215 cv do Megane E-Tech combinado com uma bateria menor (40 kWh) e uma célula de combustível movido a hidrogênio de 15 kW sobre o assoalho. De acordo com a Renault, a partir de 2030, a rede de reabastecimento de hidrogênio estará suficientemente desenvolvida para que haja a possibilidade de dirigir 800 km sem parar para recarga. Nisso, o tanque deverá ser realimentado em cinco minutos.

A Renault vem desenvolvendo uma arquitetura 100% nova para carros elétricos a hidrogênio. Em fase de protótipo, a tecnologia está sendo projetada para futuramente abrigar uma bateria, um motor elétrico, uma célula de combustível e um tanque de hidrogênio. No início, a ideia era construir o Scenic Vision sob a plataforma CMF-B EV, mas em última análise a montadora apelou para uma base experimental. O modelo de produção, no entanto, deve usar uma arquitetura mais convencional — provavelmente a mesma do Megane E-Tech Electric.

Carro contém 70% de materiais reciclados

Ao contrário das quatro gerações anteriores do Scenic, o Vision assume a forma de um utilitário em vez de um monovolume. Suas medidas são de 4,49 m de comprimento, 1,90 m de largura e 1,59 m de altura. A Renault vê o modelo como “um design moderno com lado sustentável” amparado por três vetores: meio ambiente, segurança e inclusão.

Em vez de uma grade, a parte dianteira do Scenic possui um decalque baseado no logo adiamantado da Renault, enquanto a barra de luz e os faróis LED estreitos estabelecem uma ligação estética com o Megane. O carro também não vem com uma coluna B, o que, segundo a montadora francesa, melhora a entrada e saída de passageiros. De acordo com o chefe de design da Renault, Gilles Vidal, o visual da versão de produção deve seguir 90% do projeto apresentado.

Por dentro, o Scenic Vision é feito de 70% de materiais reciclados, dos quais 95% podem ser reaproveitados, incluindo a bateria. No espaço minimalista, o piso e os bancos são feitos de plástico 100% reciclado e não-tingido, o forro do teto é feito de partículas geradas por poluição urbana e cada elemento tecnológico é dito ser facilmente intercambiável para garantir que o modelo esteja sempre atualizado, segundo a Renault.

Renault/Divulgação

Cabine com segurança reforçada e reconhecimento facial

Para aperfeiçoar a segurança do Scenic Vision, a Renault apostou em uma tela enorme que cobre a largura inteira do painel. Segundo a montadora francesa, o conjunto melhora a visão frontal em até 24%. Um outro recurso, o Safety Coach, analisa o comportamento do motorista, confere uma pontuação e sugere possíveis ajustes. A Renault diz que o sistema é capaz de detectar comportamentos de risco e, por conta disso, reduzir colisões fatais em até 30%.

Renault/Divulgação

Além disso, a montadora acrescentou reconhecimento facial para permitir que cada motorista consiga personalizar o espaço interno do carro de acordo com sua preferência. Há ainda uma miscelânea de ferramentas para aumentar a eficiência: entre elas, um grupo de aletas nas rodas de 21” que fecham em velocidades acima de 10 km para melhorar a aerodinâmica do carro e abrem em aceleração baixa para resfriar os freios.

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