IBM estuda trocar funcionários de áreas administrativas por IA


IBM estuda trocar funcionários de áreas administrativas por IA

Imagem: Unsplash/Reprodução

A IBM está estudando substituir parte dos funcionários com atribuições administrativas por sistemas IA (Inteligência Artificial). A informação foi divulgada pelo próprio presidente da empresa, Arvind Krishna, que considera fazer uma pausa na contratação desses profissionais e reduzir o número total de trabalhadores.

Em entrevista à Bloomberg, o executivo afirmou que projeta a substituição de até 30% dos funcionários de áreas administrativas — quase oito mil pessoas — por sistemas de IA e automação dentro de até cinco anos.

Após o lançamento do ChatGPT, a inteligência artificial se tornou um dos assuntos que mais se destacam no mundo da tecnologia. O chatbot da OpenAI, com sua capacidade de “aprender” e gerar coisas completamente inéditas, é visto quase que como uma revolução entre os desenvolvedores de IA.

A IBM foi uma das empresas que não escaparam da “crise das Big Techs” e realizaram corte de funcionários no início do ano. Assim como Google, Meta, Microsoft e Amazon, a companhia demitiu aproximadamente cinco mil funcionários de várias áreas.

Rápida evolução de IA preocupa especialistas

A declaração de Krishna pode indicar o início de uma prática que poderá se tornar tendência no futuro: a substituição de profissionais humanos por sistemas automatizados baseados em inteligência artificial.

Um exemplo disso são os resultados de geração de imagens baseadas em prompts de textos do MidJourney, que estão cada vez mais precisos e realistas.

Recentemente, houve uma polêmica que gerou bastante comoção envolvendo um veículo de imprensa que colocou imagem geradas por IA como capa de uma matéria jornalística. Uma das discussões levantadas na ocasião foi o potencial de imagens fora de contexto agravarem ainda mais o problema da desinformação na internet.

Por motivos como este, alguns especialistas defendem que ainda não entendemos IA bem o suficiente para utilizá-la com responsabilidade. Eles defendem uma regulamentação para definir diretrizes éticas para esta nova tecnologia.

Assine a newsletter do Gizmodo

Fonte: Gizmodo